A empresa brasileira que é uma verdadeira fantástica fábrica de aplicativos

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Por Paula Zogbi

7 de outubro de 2015 às 13:25 - Atualizado há 5 anos

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SÃO PAULO – Quem nunca teve a ideia de um aplicativo genial? Comércio eletrônico, serviços, jogos… Sou capaz de apostar dinheiro que você que está lendo o StartSe neste momento já pensou em ao menos uma dúzia de soluções tecnológicas nas conversas entre amigos ou reuniões corporativas. E muitas vezes essas ideias são realmente boas, às vezes, excepcionais. A dificuldade costuma ser sempre a mesma: colocar em prática.

A startup Interactive Media Dream (IMD) é uma empresa que promete fazer esses produtos acontecerem. Criada em 2009, a companhia acumula produtos em realidade virtual, aplicativos e outros softwares, com foco em interatividade.

Já existem diversas empresas no Brasil que prometem ajudar as mentes pensantes a efetivamente criar e lançar seus produtos: para dar alguns exemplos, a Jera, com sede em Campo Grande, MS, já desenvolveu mais de 60 aplicativos desde 2010. Já a Kubic foca em projetos simples e no trabalho rápido e de baixo custo.

Também existem sites que permitem o modelo “DIY” (do it yourself, em inglês, ou faça você mesmo), nos quais o próprio idealizador realiza o trabalho usando as ferramentas disponíveis. Alguns deles são: AppMakr, Conduit e Appery.io.

O destaque da IMD, no entanto, foi descobrir uma oportunidade de exportar esse serviço nacional para os Estados Unidos e para a Europa, o que otimiza a receita com o mesmo trabalho, principalmente em face à desvalorização do real.

Os apps viajantes
“Atualmente, nos Estados Unidos, o trabalho para se produzir um app custa em torno de US$ 100 a hora, enquanto que no Brasil esse valor cai para US$ 60, por hora”, afirma Omar Pavel, presidente e criador da companhia. Nas palavras dele: “eles pagam bem mais e acham que estão pagando menos”.

Nesses serviços, a encomenda é produzida por aqui e depois exportada. Em quatro aplicativos já desenvolvidos dentro do modelo, o investimento foi de mais de US$30.000 – mas nos EUA o valor seria aproximadamente 50% maior, de acordo com Pavel.

As parcerias já lançadas fora do país são duas: com a empresa do setor de Crossfit TheBoxHQ e com a Zipster, do ramo de comércio eletrônico, que atua no Brasil.

Para a primeira, já foram desenvolvidos quatro aplicativos: um deles, que leva o nome da empresa, se conecta ao sensor de proximidade iBeacon para transmitir informações sobre as academias aos clientes. Já o TBHQTimer traça planos e fornece informações sobre os treinos dos usuários. O terceiro produto, Dish the Rock, é específico para jogos de basquete; e finalmente o TBHQkiosk permite exposição e venda de produtos esportivos.

A relação com a Zipster é um pouco diferente: a companhia trouxe ao Brasil uma plataforma de entrega de alimentos, com o SushiBeta e o PowerLunch. O diferencial desses serviços para a maioria das plataformas de delivery é a possibilidade de agendar os pedidos para data e horário desejados pelos clientes.

Mas como chegar ao exterior? O importante é manter as portas abertas.


No caso da IMD, a rede de relacionamentos contou muito: “cresci na Itália. Meu pai é alemão e minha mãe é brasileira, então eu já conhecia pessoas de fora. Também realizei serviços por indicação, o SushiBeta foi idealizado por um amigo da minha namorada, por exemplo”.

Tamanho não é documento
“Comecei trabalhando sozinho como PJ, mas atualmente sou eu e mais seis”, afirma o desenvolvedor. Apesar de enxuta, atualmente a IMD trabalha em seis projetos diferentes. “Procuro funcionários que têm facilidade para aprender coisas diferentes, com conhecimento de lógica e programação, não uma especialidade só. É difícil de encontrar, mas é o melhor perfil”.

Talvez por conta do perfil de exportação de mão de obra, Pavel também afirma que a crise ainda não bateu por lá. “Estou fechando projetos no mesmo ritmo que fechava antes”, ele diz. E ainda afirma que pretende dobrar as atividades até o ano que vem: “só depende de mim, tem que vender”.

E vender de tudo: Omar acredita que não há razão para restringir as áreas de atuação e busca projetos para o máximo de nichos possível. “Quanto mais variar, melhor. Estamos fechando projetos, ainda sigilosos, com companhias aéreas e no ramo de cervejas, por exemplo”.

O perfil é realmente explorador. A IMD já possui, entre outros, projetos com sensores de movimentos para computador, ferramentas de pagamento pelo celular, câmeras que filmam em 3D e 360º e com os óculos de realidade virtual Rift, que prometem uma revolução nesse ramo, principalmente após a compra pelo Facebook em 2014. “A gente sempre procura explorar tudo o que tem de novo”, afirma Pavel.