73% dos fundadores de startups acreditam que vivemos uma bolha

Pesquisa sobre o universo das startups mostra que Elon Musk é o grande ídolo dos empreendedores

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Por Paula Zogbi

3 de dezembro de 2015 às 11:02 - Atualizado há 4 anos

Um terço dos empreendedores não têm opinião formada sobre uma possível bolha de startups; mas, entre os que têm, 73% acreditam que ela existe, de acordo com a pesquisa State of Startups 2015. E entre os que negam a existência do fenômeno, há duas vezes mais empreendedores de produtos voltados a empresas do que aqueles que fornecem produtos diretamente ao consumidor.

Realizada pela empresa de venture capital First Round Capital, a pesquisa reuniu respostas de empreendedores de 500 startups – algumas com mais de um fundador, que forneceram opiniões e visões sobre o mercado de startups em um panorama geral e completo. A intenção era mostrar, de acordo com o texto de apresentação, “visões sobre como é administrar uma startup hoje em dia”. Eles separaram 10 pontos mais relevantes neste link, que também mostra o restante dos dados. 

Confira os outros 9 pontos principais descobertos na pesquisa

1. Empreendedores são fãs de Elon Musk

Ao serem perguntados qual o líder atual no mercado de tecnologia que mais admiram, os empreendedores citaram 611 nomes diferentes.

Mesmo assim, o nome de Elon Musk apareceu em surpreendentes 22% das respostas, seguido por Jeff Bezos, com 7,5%; Mark Zuckerberg, com 3,3% e Larry Page, 2,6%.

2. Quase todos acham que não vai ficar mais fácil conseguir investimentos

De acordo com a pesquisa, 95% dos empreendedores de startups em estágio inicial acreditam que a busca por investimentos manterá o mesmo nível de dificuldade ou passará a ser ainda mais difícil daqui para frente. Para empreendedores que buscam investimentos série A, a porcentagem sobe para 97%; e, mais impressionantemente ainda, 99% dos empreendedores já estabelecidos não acreditam que ficará mais fácil encontrar financiamento.

3. Eles não entendem o mercado de IPOs

De acordo com a First Round, boa parte dos empreendedores não entende nada sobre o mercado de abertura de capital (IPO). Mesmo assim, a maior parte deles, 29%, acredita que suas empresas farão IPOs entre 5 e 7 anos; e 28% diz que deve acontecer ainda antes, entre 3 e 5 anos.

4. Companhias geridas por mulheres focam mais em diversidade

A pesquisa mostrou apenas 13% de gestoras mulheres, mas, entre as empresas delas, 44% possuem uma taxa de 50/50 entre funcionários homens/mulheres. Entre as companhias com fundadores homens, o número era ainda mais baixo: 25%.

Apesar dos números baixos de igualdade, 87% das companhias de mulheres possuem iniciativas para aumentar a diversidade, número que cai para 62% das empresas com fundadores homens.

5. Poder aos investidores

Dos empreendedores consultados, 54% acreditam que, nos próximos anos, os investidores terão mais poder de escolha em negociações do que os próprios fundadores de startups.

Isso em comparação com 63% acreditando que, nos últimos anos, o poder estava nas mãos deles mesmos.

6. Contratações e crescimento da receita são as maiores preocupações

Apesar da preocupação com uma possível bolha, a maior preocupação dos empreendedores segue sendo encontrar talentos para trabalharem em suas empresas. Em segundo lugar, vem o crescimento da receita.

Adquirir clientes vem em terceiro lugar, seguido por uma cultura saudável para os funcionários.

7. Quanto mais velhos, menos amigos

O tipo de relação entre co-fundadores muda conforme a idade deles. Os fundadores com mais de 30 anos de idade têm 40% mais probabilidade de criar uma empresa sozinhos; e entre os que possuem parceiros, a relação é mais profissional do que “amigável”.

8. Bitcoins são superestimadas

E os carros autônomos são subestimados.

Para os empreendedores, boa parte das novas tecnologias são superestimadas pelas pessoas. A mais superestimada delas é a tecnologia vestível, seguida pelas bitcoins e realidade virtual. Apenas a tecnologia móvel e carros autônomos são subestimados, de acordo com a pesquisa.

9. Eles não temem os pequenos erros, só um possível fracasso

Apesar de temerem um fracasso no longo prazo, as estratégias rotineiras dos empreendedores nem sempre levam em conta os pequenos erros do dia a dia. Eles se preocupam com estagnação, mas não com rotatividade de clientes, de acordo com os dados.