Brasil deve seguir China no uso do QR Code como meio de pagamento, diz sócia da PwC

Para a economista Claudia Eliza Medeiros, o sistema bancário brasileiro deve adotar meio digital em detrimento de cartões de crédito e dinheiro em espécie

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O sistema bancário brasileiro deve caminhar na direção do que acontece na China, onde se usa cada vez mais celulares e QR code para pagamentos, em detrimento de cartões de créditos e dinheiro em espécie.

Essa é a opinião da economista Claudia Eliza Medeiros, sócia da PwC, que participou do painel “Qual o papel das fintechs no processo de bancarização?”, promovido pela Febraban, com transmissão online realizada pelo Facebook nas páginas dos jornais O Globo e Valor Econômico.

Um dos aspectos que torna o QR code uma ferramenta tão popular na China é o fato dele ser lowtech. O QR code é uma tecnologia barata que, apesar de ser gerado online e precisar de um smartphone para detectá-lo, pode ser impresso em uma simples folha de papel, por exemplo.

Para a economista, a oportunidade para as fintechs, com a popularização do QR code, está no mercado de crédito, onde 71% do crédito é dominado por cinco grandes bancos.

Nesse contexto, 45 milhões de brasileiros ainda não têm acesso a crédito. Uma fatia do mercado que corresponde a R$ 800 bilhões e pode ser ocupado pelas fintechs.

“Temos um mercado bem interessante para explorar, formado pelos brasileiros que estão na informalidade e não têm acesso a crédito”, diz. “É aí que as fintechs podem entrar”, afirma.

Além do mercado inexplorado, Claudia lembra que a mudança de hábitos e a entrada da tecnologia, em cuja fronteira estão as fintechs, contribuirão decisivamente para a consolidação dessas empresas.

“Sete a cada dez brasileiros hoje ainda usam dinheiro em espécie em suas transações. Na China já não usam dinheiro e não tem mais cartão de crédito. Tudo é feito no celular com QR code. Acredito que o Brasil vai migrar para esse modelo chinês, o que vai ser bem interessante”, afirma.

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