WeWork planeja demitir 2 mil funcionários

A companhia afirmou que irá realizar as demissões "da maneira mais humana possível"; iniciativa tem o objetivo de conter gastos após IPO não realizado

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A WeWork planeja demitir cerca de 2 mil de seus 12.500 funcionários, em uma iniciativa de contenção de gastos. De acordo com a Bloomberg, a informação foi anunciada em uma reunião com empregados por Artie Minson e Sebastian Gunningham, que dividem o cargo de CEO da companhia após a renúncia do fundador Adam Neumann.

Os líderes afirmaram que as demissões serão realizadas da maneira “mais humana possível”. Equipes inteiras podem ser desmanchadas nesse processo. A WeWork experimentou um crescimento estratosférico desde que foi criada – hoje, está presente em 29 países -, mas a expectativa agora é de diminuir a velocidade e a queima de capital.

Isso porque a empresa esperava levantar cerca de US$ 3 bilhões em sua primeira oferta de ações, mas recuou após ver seu valor de mercado diminuir e investidores questionarem a liderança de Adam Neumann (o que resultou em sua renúncia). De acordo com os CEOs, investidores e clientes ainda estão interessados em adquirir ações da companhia, embora ela prefira abrir capital “no momento certo”.

A empresa não irá mais realizar o WeWork Global Summit esperado para janeiro de 2020 em Los Angeles. O evento reunia e integrava os funcionários que trabalham espalhados pelo mundo. A startup de escritórios compartilhados também estuda vender algumas de suas aquisições recentes de companhias.

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