Dono da NegocieCoin tem bens apreendidos e faz nova promessa a investidores

Corretora de criptomoedas do Paraná está sendo processada por mais de 200 clientes, que alegam não conseguir sacar dinheiro investido na plataforma

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Na sexta-feira (16), o dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB), Claudio Oliveira, 48 anos, dono do Grupo Bitcoin Banco (GBB), foi alvo de uma ação judicial conduzida pelos oficiais de justiça de Curitiba, no Paraná, em resposta a uma decisão obtida no judiciário pelo advogado Gustavo Bonini Guedes, em busca de obras de arte, quadros, relógios e joias.

Os oficiais de justiça estiveram na casa de Oliveira e em sua chácara. Diversos bens chegaram a ser empacotados, mas não foram removidos da casa após nova promessa do dono GBB, após nova promessa de quitação dos débitos nesta segunda-feira.

Oliveira está sendo processado por mais de 200 clientes de sua corretora de criptomoedas, a NegocieCoin. O advogado Guedes representa pelo menos dois grupos de famílias que não conseguem resgatar seus recursos. Os investidores da NegocieCoin alegam que não conseguem sacar o dinheiro investido na plataforma. A empresa, por sua vez, alega que foi vítima de fraude.

Oliveira passou de obscuro empresário ao centro dos holofotes há poucos meses. Desde então, passou a aparecer em colunas sociais, fruto de sua intensa vida social, em festas e jantares, realizados em São Paulo e Curitiba. Numa dessas, com cobertura do apresentador Amaury Júnior, passou a ser chamado de “o rei do bitcoin”.

Em entrevista ao apresentador, disse ter feito receita superior a R$ 180 milhões só em março com as taxas cobradas das movimentações no grupo. À época, dizia que a NegocieCoins tinha o maior volume transacionado do mundo, chegando a US$ 900 milhões ao dia em abril.

No fim de maio, os usuários começaram a enfrentar os primeiros problemas para saques, com lentidão e tentativas frustradas. Nessa época, Oliveira anunciou ter sido alvo de uma fraude que teria subtraído R$ 50 milhões em duplicação de saques. A retirada, então, foi formalmente bloqueada pelo próprio GBB e, desde então, não foi normalizada.

Enquanto isso, o Brasil Plural, banco que hospedava a conta corrente das plataformas, cancelou o contrato sob alegação de não ter conseguido satisfazer demandas de controles internos.

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