Os desafios da Pipefy para se tornar uma startup global

A Pipefy foi criada em Curitiba, mas hoje possui dois escritórios nos Estados Unidos e clientes em mais de 150 países

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Um dos objetivos de muitas startups é levar suas soluções para o mundo inteiro. No entanto, esse também pode ser um de seus maiores desafios. Esse foi o caminho que a Pipefy, startup de gestão de trabalho, escolheu seguir. Hoje, a empresa de Curitiba possui também dois escritórios nos Estados Unidos e clientes em mais de 150 países.

Alessio Alionço criou a Pipefy no final de 2015 e foi para a Califórnia alguns meses depois, em abril de 2016, para realizar uma aceleração da empresa na 500 Startups. Esse foi o primeiro passo para a empresa se tornar global.

“O foco no mercado internacional deve ser desde o dia 1. Desde o suporte, documentação traduzida, marketing, repositório de códigos, entre outros”, comentou em entrevista à StartSe. “Dá um bom trabalho construir tudo, mas é necessário fazer esse investimento primeiro. Depois fica bem mais fácil se adaptar à medida que a empresa ganha tração”.

Isso significa que até o site principal deve ser em inglês, pois o botão para mudar a língua pode não funcionar 100% das vezes. “Se o cliente perceber que aquela empresa está mais adequada ao país em que foi criada, já é um desqualificador no processo de decisão de compra”, explica Alionço. Ele também acredita que um time que fale inglês é imprescindível para o sucesso do negócio.

Como a maioria dos clientes da Pipefy é estrangeiro, esse passou a ser o idioma oficial da empresa, mesmo que ainda possua um escritório em Curitiba. A língua é utilizada desde nas reuniões ao chat interno, pois além de brasileiros, a empresa possui funcionários americanos, asiáticos, egípcios, paquistaneses, entre outras nacionalidades.

Surpreendentemente, a maior dificuldade não é encontrar profissionais qualificados, mas sim que falem inglês fluente. “Se procurar bem, no Brasil temos profissionais tão qualificados quanto da Bay Area (área em que está localizado o Vale do Silício). Mas na prática temos dificuldade em encontrar profissionais com fluência para fazer reuniões de aspecto comerciais e vendas em inglês”, conta Alionço. Atualmente, a Pipefy possui professores de inglês e executivos que fazem até 2h de aula todos os dias.

Expansão nos EUA

Na semana passada, a Pipefy recebeu um aporte de US$ 45 milhões. A rodada série B foi liderada pelo fundo Insight Partners, OpenView e Trinity Ventures, que já haviam investido na companhia anteriormente.

O capital será utilizado para continuar a desenvolver o produto e escalar a solução no mercado americano. “Decidimos levantar capital e avançar com a Insight Partners por ser um fundo muito especializado em software. Eles têm muito conhecimento que já está ajudando muito o negócio”, explica o fundador da startup.

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