Fundador do Napster cria rede de WiFi em blockchain que recompensa usuários

Helium, novo projeto de Shawn Fanning, é um dispositivo que amplia rede de internet, cria novas possibilidades de IoT e diminui dependência de empresas de telecom

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Shawn Fanning é o menos conhecido da dupla que fundou o Napster, o primeiro software de download de músicas que fez sucesso mundial no início dos anos 2000. Enquanto seu sócio Sean Parker foi mentor do Facebook e chegou a ser interpretado por Justin Timberlake no cinema, o programador Fanning se manteve distante dos holofotes, com alguns projetos de startups de relativo sucesso.

Agora, Shawn Fanning volta a impactar o mundo da tecnologia com seu projeto mais audacioso desde então. Nesta quarta-feira (12), foi lançado oficialmente nos EUA o Helium Hotspot, um aparelho que se conecta a um roteador WiFi e transmite a rede com um alcance muito maior, usando tecnologia Blockchain. A ideia é que mais pessoas e dispositivos diferentes tenham acesso à internet, diminuindo a dependência das empresas de telecomunicações, em um modelo peer-to-peer.

IoT, alcance e privacidade

O Helium tem como um dos focos ampliar as possibilidades de aplicações de Internet das Coisas (IoT). Neste sentido, a startup validou sua solução com empresas de rastreio de animais domésticos, patinetes elétricos compartilhados e tecnologia para o setor agro. O dispositivo criado por Fanning permite que soluções como estas estejam frequentemente conectadas à internet, mesmo que estejam distantes do roteador principal. Ou seja: o cachorro perdido, a scooter roubada ou o pulverizador com defeito podem ser facilmente encontrados por se manterem na rede descentralizada promovida pela startup.

Isto porque cada dispositivo Helium promete dar acesso à rede em um raio de ao menos 2,6 km². Segundo o site oficial do projeto, entre 50 e 150 hotspots seriam necessários para conectar uma cidade inteira.

Além disso, por criar uma rede em Blockchain, o Helium promete uma experiência segura e criptografada. No mais, a startup afirma que cada dispositivo gasta energia que corresponde apenas a uma lâmpada de LED.

As recompensas

Para quem não trabalha diretamente com dispositivos que usam tecnologia de IoT, o Helium pode parecer pouco atrativo. Entretanto, a startup pensou em uma forma de engajar usuários a compartilharem sua rede Wi-Fi com outras pessoas. Para isso, criou um sistema de recompensas.

“Qualquer um pode se unir à People’s Network (Rede das Pessoas) e ganhar recompensas ao conectar um hotspot Helium e promover cobertura sem fio”, explica o site do projeto. Entretanto, a startup ainda não revelou exatamente como funciona o sistema de recompensas.

O Helium já está a venda em todo o território dos EUA, embora as entregas devam começar apenas em dois meses, na cidade de Austin. Nos três meses finais deste ano, os dispositivos devem chegar ao restante do país. Desde a fundação, em 2014, a startup recebeu mais de US$ 50 milhões em investimentos.

“Apesar de inicialmente lançar nos EUA, a intenção é expandir a cobertura internacionalmente”, afirma a Helium em comunicado oficial. “Para quem está fora dos EUA, a melhor forma de participar é entrar na lista de espera”.

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