N26 e Revolut: fintechs que vêm para o Brasil somam 8,5 milhões de clientes

Conheça as soluções dessas fintechs europeias e entenda o interesse pelo Brasil

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Os bancos digitais brasileiros que se cuidem: duas fintechs de peso estão chegando no Brasil. Criadas há no mínimo quatro anos, elas contam com experiência e uma carteira, somada, de 8,5 milhões de clientes.

As empresas são a N26 e a Revolut. A N26 é um banco digital alemão que não cobra por transações internacionais – isto é, oferece a possibilidade de fazer pagamentos gratuitos em qualquer moeda. Para quem deseja enviar dinheiro para outros países com frequência, a empresa conta ainda com um plano mensal pago que permite transferências gratuitas.

Já a Revolut é um banco digital criado no Reino Unido que também tem o objetivo de auxiliar a lidar com mais de uma moeda. Além das funções convencionais de uma conta bancária digital, a fintech também permite a conversão instantânea de moedas a partir do câmbio vigente, sem taxas adicionais.

Vale mencionar que essas são algumas das atuações das fintechs no exterior e suas soluções podem variar de acordo com a legislação e a estratégia escolhida para o país. Conheça algumas iniciativas e entenda o potencial que esses bancos digitais podem ter no país:

Quem é a N26?

Criada em 2013, a N26 continua com um crescimento acelerado. No momento, ela conta com 3,5 milhões de clientes, frente aos 2 milhões de usuários que possuía em novembro do ano passado. Atualmente, a fintech está presente em 24 mercados da Europa e, além da expansão para o Brasil, está dando seus primeiros passos para os Estados Unidos.

Ainda não há uma data exata de quando a N26 iniciará suas operações no Brasil, mas a empresa já está construindo sua equipe local. Eduardo Prota será o diretor-geral da fintech. Ele fundou a startup de caronas Tripda e foi líder da plataforma aberta da Cielo.

A N26 já levantou mais de US$ 500 milhões em investimentos. Ela também lida com um grande volume de transações – €2 bilhões por mês, conforme anunciou. Atualmente, a companhia conta com mais de 1.300 funcionários entre Berlim, Barcelona, Viena, São Paulo e Nova York. Os planos de expansão nos EUA estão mais acelerados, visto que a empresa já possui um escritório constituído no local.

Conheça a Revolut

Como a N26, a Revolut também deseja chegar no Brasil e Estados Unidos. O banco digital está disponível em mais de 33 países, a maioria na Europa, e reúne mais de 5 milhões de clientes. Sua expansão mais recente é na Austrália, anunciada nesta quarta-feira (12).

A Revolut anunciou sua expansão para o Brasil na Fintech Conference da StartSe, em maio. Ela também não divulgou quando iniciará sua operação no Brasil, mas já possui um site em que os interessados podem realizar um cadastro antecipado.

Além dos serviços de conversão de moeda, a startup também deseja que seus usuários tenham maior controle de suas finanças. Ela organiza gráficos com a visão geral dos gastos e incentiva um controle no orçamento.

Já no quesito segurança, a Revolut aposta na geolocalização para identificar se as compras estão sendo feitas pelo próprio usuário ou são fraudes. Além disso, a startup gera cartões virtuais descartáveis para compras online que são automaticamente substituídos após as transações. Essa iniciativa já é realizada no Brasil pelo Santander.

A concorrência

A N26 e o Revolut devem concorrer com fintechs como Neon e Nubank e os bancos digitais Inter, Original, Next, entre outros. Entretanto, ao mesmo tempo em que oferecem produtos mais específicos – com a conversão de moedas elas conquistam principalmente quem viaja ou lida com outras moedas constantemente –, também trazem uma solução que ainda não é popularmente oferecida pelas startups presentes no país.

Mas, por mais que existam diferenças nas soluções oferecidas, todas as fintechs citadas oferecem os mesmos serviços essenciais. As semelhanças vão até mesmo para o marketing – a N26 se descreve como o “Primeiro banco que você irá amar”, iniciativa muito semelhante ao Nubank, que fez, inclusive, uma campanha de Dia dos Namorados em que “aceitou” pedidos de namoro feitos por clientes.

Não é de se espantar o interesse da N26 e Revolut pelo Brasil. O país concentra cerca de 60 milhões de desbancarizados, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e muitos cases de fintechs de sucesso. O próprio Nubank é um deles, contando com 5 milhões de clientes no Brasil (a mesma quantidade do Revolut) e iniciando expansão para o México e a Argentina. Veja o nosso panorama geral das fintechs no Brasil em um e-book gratuito e conheça mais exemplos.

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