Startup Blue calcula propensão a doenças crônicas com inteligência artificial

A Blue foi a startup ganhadora do Hack Brazil 2019, levando o primeiro lugar e o prêmio de R$ 75 mil

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Foi testando a probabilidade de um dos jurados desenvolver uma doença crônica que a Blue ganhou o Hack Brazil 2019 – e o prêmio de R$ 75 mil. A startup utiliza inteligência artificial para analisar dados de saúde, levando em conta os dados médicos de cada pessoa e de sua família.

A startup foi idealizada por Pedro Freire e colocada em prática em conjunto com Rafael Faleck Rejtman e Igor Marinelli. Freire é aluno do curso de inovação do MIT no Brasil, enquanto Rejtman e Marinelli dividem o tempo entre a Blue e um intercâmbio na Universidade da Califórnia em Berkeley.

A ideia de criar a empresa surgiu após um diagnóstico de doença crônica na família de Pedro Freire. “Ele entendeu que, se as doenças fossem ‘diagnosticadas antes’ e prevenidas, muitos casos e mortes poderiam ser evitados”, contou Igor Marinelli, cofundador e CTO da Blue, em entrevista à StartSe.

Criada em 2018, hoje a Blue é capaz de calcular a possibilidade de pessoas desenvolverem diabetes tipo 2. Para o futuro, a expectativa é de expandir a análise para calcular Alzheimer, hipertensão, doenças metabólicas e câncer.

O cálculo é feito a partir da análise do banco de dados do dataSUS, Serasa e Ministério da Saúde. “O modelo preditivo depende de várias variáveis. Cada dado influencia no cálculo da chance de uma pessoa desenvolver uma doença crônica – desde o nível de glicose no sangue, pressão, se os familiares tiveram a doença ou não, histórico de vida, atividade física e hábitos alimentares”, afirmou Marinelli.

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Por se tratar de inteligência artificial, quantos mais dados disponíveis, maior é a acuracidade do resultado. Até agora, o máximo de acuracidade que a plataforma chegou foi em 94% - o índice de acerto costuma girar em torno de 84%, em média, segundo o empreendedor. Já foram realizadas cerca de 500 consultas.

A solução foi pensada para ser utilizada por planos de saúde que, nesse caso, podem ajudar inclusive na obtenção e integração de dados. Isso porque os planos de saúde estão presentes em diversos hospitais ao mesmo tempo. “Nosso plano é integrar os dados para que a mesma pessoa não tenha que fazer o mesmo exame de sangue em diferentes hospitais porque eles não se comunicam”, disse o CTO da empresa.

Atualmente, a Blue está trabalhando com apenas um cliente para testar e validar sua solução. A startup também já realizou um teste com a Votorantim, para oferecer a empresa uma análise da saúde de seus profissionais.

A privacidade dos dados

Em agosto do ano passado, foi aprovada uma Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais que deve entrar em vigor em agosto de 2020. Ela dispõe sobre o respeito à privacidade, a quem pertence os dados e a maneira legal para utilizá-lo.

Para Igor Marinelli, essa medida não afetará o negócio da Blue. “A Lei está do nosso lado nesse sentido porque o uso dos dados é para o benefício do paciente e para tutela de saúde”, comentou.

No entanto, a startup pretende criar uma página pública para as pessoas consultarem se a Blue possui informações delas. Segundo o cofundador, eles podem pedir para qualquer médico excluir os dados dos bancos utilizados ou ocultá-los de serem encontrados pela Blue.

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