Inteligência Artificial: O futuro já está aqui

Somai e Adimplere, startups do inovabra habitat, usam inteligência artificial para escalar seus negócios.

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Já imaginou um professor robô, capaz de ajudar na educação de crianças e adolescentes? O que antes parecia ficção agora é realidade na Somai, empresa de tecnologia para a educação, que utiliza inteligência artificial no ensino de crianças, jovens e adultos. O robô NAO faz o papel de professor assistente e fica disponível fora da sala de aula, 24 horas por dia, sete dias por semana e 365 dias no ano. Na prática, funciona assim: os alunos direcionam suas dúvidas ao NAO por celular ou computador. Dúvidas simples são respondidas prontamente. As mais complexas são direcionadas ao professor da disciplina.

A inteligência artificial permite ao robô aprender com cada interação. À medida que vai pesquisando na memória os conteúdos para responder aos alunos, o NAO aumenta seu banco de dados de respostas – ao mesmo tempo que vai tornando-as ainda mais assertivas.

Artur Mainardi, fundador da Somai, conta que, desde 2014, cerca de 30 robôs trabalham nas escolas municipais do Recife, em conjunto com os professores. “No final do ano passado, renovamos a parceria com a Prefeitura e estamos modernizando todo o hardware e expandindo o alcance do projeto”, diz ele.

O empreendedor conta que estar dentro do ambiente de coinovação do Bradesco, o inovabra habitat, foi muito importante para o crescimento da startup. “O inovabra habitat nos deu a possibilidade de fazer novas parcerias e abriu frentes de negócios”, afirma Mainardi. Fruto das conexões feitas no espaço, a Somai começou um projeto com o colégio Porto Seguro, de São Paulo. “Estamos fazendo uma POC (prova de conceito) na escola para disponibilizar os professores robôs para os alunos”, completa.

Inteligência artificial é um dos eixos tecnológicos do inovabra habitat. Por isso, a Somai é uma das startups presentes no espaço. Com a mudança para lá, Mainardi afirma que o aprendizado e as oportunidades foram grandes benefícios, além de diversos novos negócios com outros habitantes. “Firmamos parcerias com startups do mesmo eixo tecnológico que nós ou aquelas que são complementares”, ressalta.

Adimplere

Outra startup habitante que usa robôs e tecnologia de ponta em seus negócios é a Adimplere. “A nossa proposta é tornar o mercado de recuperação de crédito mais eficiente, usando robôs para atender clientes. Para isso, combinamos tecnologias como machine learning e inteligência artificial”, explica Leandro Farias, head de BI e IA da startup.

A Adimplere usa meios digitais para contatar os devedores, o que garante uma maior eficiência ao processo. “Tentamos chegar nesses clientes via e-mail ou Facebook, de forma não invasiva. Uma vez que chegamos ao cliente, damos opções para que ele renegocie a dívida e faça tudo de forma automatizada e com a ajuda de um chatbot. Mas, caso o cliente queira falar com um humano, ele também pode”, explica Farias. Segundo o empreendedor, a utilização de diversas tecnologias, inclusive de IA, tornou possível recuperar seis vezes mais créditos comparado às estratégias tradicionais.

No fim de 2017, a startup estava em busca de um novo espaço e teve a chance de conhecer o inovabra habitat. “Aqui, temos a oportunidade de nos conectar tanto com startups que têm desafios parecidos com os nossos, quanto com potenciais clientes”, destaca. Com o intermédio de outra startup habitante, eles conheceram as iniciativas da IBM com o Watson, plataforma tecnológica que utiliza processamento de linguagem natural e machine learning para gerar conhecimento e tomar decisões com grande quantidade de dados.

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