Quero Educação foca em cursinhos para crescer em 2019

Marco Piacentini, gerente de Novas Verticais da edtech, conta que a Quero Educação matriculou 160 mil alunos no ensino superior este ano e vai facilitar a entrada de alunos em novos cursos em 2019

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Após matricular mais de 160 mil alunos no ensino superior neste ano, a Quero Educação quer mais. A edtech brasileira tem grandes planos para 2019: investir em cursos de idiomas e cursinhos pré-vestibular.

Criada em 2010, a startup de educação tem como principal modelo de negócios o Quero Bolsa. A iniciativa permite que vagas ociosas em faculdades e universidades sejam disponibilizadas por preços menores, auxiliando a democratizar o ensino privado.

Agora, a startup planeja aplicar o mesmo modelo aos cursos de idiomas e cursinhos pré-vestibular. E começará de maneira “bem robusta”.

“A gente existe para ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões e pagarem valores justos por isso. Temos o sonho de impactar diretamente milhões de pessoas não só no Brasil, como no mundo todo”, comenta Marco Piacentini, gerente de Novas Verticais da Quero Educação.

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Caminho certo

O número de alunos matriculados neste ano foi 63% maior do que em 2017. Esse número promete crescer ainda mais à medida que a startup aposta na expansão no Brasil e começa a olhar para a internacionalização.

“Nós tivemos uma experiência bem positiva no México. Participamos de um programa lá para entender se há esse problema de vagas na América Latina e em outros países do mundo”, disse Piacentini.

A experiência foi realizada na edição 2017 do MECATE, programa internacional do Laboratório de Empreendimento e Transformação, com foco em projetos sociais.

Para o gerente de Novas Verticais da startup, esse é um momento positivo para as edtechs no país. “As edtechs conseguiram, depois de muito tempo, modelos escaláveis. O ecossistema é novo e não é tão simples – uma solução pedagógica, quanto tempo demora para você saber que está efetivamente entregando valor para os alunos? O tempo é maior e necessariamente a indústria precisou de mais tempo para achar o lugar dela”, explica.

Modelo escalável

A própria Quero Educação trilhou uma longa jornada para alcançar uma maior maturidade.

“Tivemos um grande desafio para crescer no ensino superior, mas agora temos um modelo replicável que tem dado muito certo e podemos entrar em novas verticais, entender como funciona e continuar crescendo agressivamente”, comentou Marco Piacentini.

Esse é um movimento que não deve acontecer apenas com a Quero Educação. “Eu acredito que a gente terá um aumento de edtechs em 2019, mas não na mesma velocidade que as fintechs. Acho que será um crescimento contínuo ao longo do tempo”, finaliza.

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