Udemy mira expansão do ensino online no país

Os cursos online se tornaram um dos setores mais promissores para edtechs no país

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Em junho deste ano, a Udemy, marketplace global de cursos online, abriu o seu primeiro escritório focado em negócios. O local escolhido foi São Paulo. O motivo? O Brasil começou a despontar como um mercado promissor em educação online.

“Alguns problemas no Brasil permanecem. Em educação, as pessoas têm menos alternativas. Quando você está no interior, às vezes não tem uma escola perto, e o ensino à distância, por meio das edtechs, te dá uma ponte muito mais forte”, diz Sergio Agudo, gerente nacional da Udemy no Brasil.

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Dessa forma, para se instalar no Brasil, a startup realizou algumas adaptações. A Udemy teve de fazer ajustes de conteúdo, traduzindo-o para o português, nas formas de pagamento, inserindo o sistema de boleto.

“Para o educador brasileiro, que não têm muita alternativa, fazer uma atividade que pode monetizar é muito importante. Poder fazer o que gosta e ainda ganhar uma renda extra ajudou a alimentar o nosso crescimento mais rápido”, disse Agudo.

A expansão do ensino online

A adoção dos cursos online pelo público brasileiro tem sido positiva para a Udemy e seus concorrentes. O número de 7.773.828 alunos de cursos à distância em 2017 foi recorde. Até então, o maior número havia sido de 5.722.466, em 2012, segundo o censo EAD.BR de 2017 da Associação Brasileira de Educação à Distância.

Não por acaso, uma das maiores verticais de edtechs hoje são os cursos online e produção de conteúdo. Os produtos mais oferecidos pelas startups de educação brasileiras são produção de conteúdo, com 61,6%, segundo o Mapeamento de Edtechs 2018 da ABStartups.

“As pessoas têm preconceito com educação online e se surpreendem como pode ser bacana”, comenta Sergio Agudo. “Vejo que as faculdades estão aprendendo a fazer o EAD agora. Antes era o mesmo professor da sala com uma lousinha atrás, quando na verdade o aprendizado é muito dinâmico”.

Em 2017, o Ministério da Educação regulamentou a EaD em todo o Brasil, através do Decreto Nº 9.057/2017. A medida impacta principalmente as instituições de ensino convencionais, mas facilita o reconhecimento dessa vertente em todo o território nacional.

Startups como a Udemy são consideradas distribuidoras de cursos livres e, por isso, a empresa não é considerada uma instituição de ensino propriamente dita. Apesar disso, hoje as startups de cursos online contribuem principalmente para o “life long learning” – o aprendizado durante e para toda a vida.

O caso da Udacity                      

Apesar do destaque para os cursos online do Brasil, existem startups que estão reduzindo sua atuação no país. Esse é o caso da Udacity.

Criada em 2011 nos Estados Unidos, a startup chegou no Brasil em 2016. Ela atingiu mais de 10 mil alunos ativos em apenas dois anos de atuação.

Apesar disso, em novembro, a Udacity anunciou que demitiria metade dos funcionários do escritório no Brasil.

Com o plano, descrito pela empresa como uma reestruturação, 34 funcionários ainda trabalham no escritório. Os cursos em português serão comercializados até o dia 31 de dezembro.

A redução de funcionários também aconteceu na Alemanha, mas a startup afirma que encerrará o ano com um crescimento de 25% de receita e que isso é parte de uma redefinição de estratégia global.

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