A revolução das fintechs começou — e está só no início

Nubank, Guiabolso, Geru, Creditas e tantas outras startups estão provocado uma revolução que segue em curso

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Você lembra quando foi a primeira vez que utilizou o serviço de alguma das fintechs brasileiras?

As startups do mercado financeiro surgiram de forma tímida, mas hoje estão presentes nas carteiras, celulares e investimentos de milhões de brasileiros.

Essas empresas têm ocupado cada vez mais o papel de protagonistas do mercado financeiro e são as principais responsáveis pela revolução que vivenciamos hoje. Em uma pesquisa realizada pelo Google, 71% das pessoas se sentiram satisfeitas com os serviços oferecidos pelas fintechs, enquanto o número dos que estão felizes com os bancos é de 42%.

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A concorrência trazida pelas startups auxilia a driblar alguns dos maiores problemas do mercado financeiro brasileiro: o alto spread bancário (a diferença entre a taxa de captação e a de empréstimo do dinheiro), falta de agilidade e a grande burocracia.

A relevância das fintechs no mercado cresceu tanto nos últimos anos que o maior órgão regulador do mercado financeiro do país começou a se mobilizar. No ano passado, o Banco Central faz uma consulta pública sobre a regulamentação das fintechs de empréstimo.

Quase um ano depois, hoje esse tipo específico de fintech está regulado e tem maior liberdade para operar. “Como o Banco Central regulamentou uma nova realidade de mercado, acho natural ter esse delay”, comentou Eduardo Montenegro Dotta, professor de Direito do Mercado Financeiro e de Capitais do Insper. “Um ano para maturar uma ideia dessa importância é um prazo bem aceitável”.

A maior concorrência com os bancos pode criar um grande resultado a longo prazo para o mercado financeiro e para o alvo mais importante: os cidadãos. “O que vai ajudar o Brasil a ter uma queda de juros é a concorrência”, disse o professor.

Exemplos como o Nubank, que atua na gestão de contas digitais e oferece cartão de crédito sem anuidade, começam a impulsionar que os grandes bancos se tornem cada vez mais presentes no mundo online. Já o acesso a outras opções de crédito – frequentemente mais baratas que as convencionais – se tornou possível através de soluções como a Geru e a Creditas, por exemplo.

Enquanto isso, startups como o Guiabolso estão atuando para que o brasileiro tenha mais consciência da própria vida financeira, ao analisar e organizar seus ganhos e despesas de maneira automática. Recentemente, inclusive, a fintech identificou quais de seus usuários estavam pagando mais taxas do que deveriam.

Há exemplos semelhantes também para empresas: a iugu, por exemplo, atua na gestão e automação de pagamentos online, auxiliando na contabilidade e otimizando o trabalho dos departamentos de finanças.

Segurança

Mas, mais do que receber auxílio na gestão dos pagamentos online, as fintechs também estão ajudando a provar quando eles são reais ou não. Esse é o caso da Konduto, startup do mercado financeiro que atua na prevenção de fraudes para o comércio eletrônico.

As soluções para a diminuição de fraudes são tão importantes para um mercado cada vez mais digital – e que envolve dinheiro – que uma nova modalidade de dinheiro foi criada: as criptomoedas ou moedas virtuais.

Esse é o caso do bitcoin, por exemplo, que é gerido pela blockchain – uma plataforma criptografada também utilizada na criação e gestão de contratos devido a sua natureza transparente. Como um livro aberto, a blockchain registra todas as transações realizadas de qualquer lugar do mundo, diminuindo riscos.

As fintechs também estão se tornando protagonistas nessas soluções. Startups como a Ripio, por exemplo, estão auxiliando na gestão desse dinheiro virtual, atuando como uma carteira digital para comprar, vender e armazenar bitcoins, bem como realizar pagamentos.

As fintechs atuam no mundo digital, mas não só – a revolução que está em curso no mercado financeiro não poderia ser mais real.

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