Startup de mídia conecta empresas à publicitários e foca na microinfluência

Com dois anos de atuação, a No Ordinary Content está aberta a investimentos

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Everson Klein e Alessandro Jacob são profissionais do mercado tradicional de publicidade, com quase 20 anos de carreira. Em suas trajetórias, perceberam que a internet era uma porta de entrada para novos modelos de negócios. No entanto, não tiveram abertura para procurar novos modelos nas agências em que trabalhavam. Decidiram criar a própria: a No Ordinary Content, uma plataforma alternativa de publicidade que remunera pessoas criativas.

A No Ordinary Content foi idealizada por 5 cinco anos e está há dois anos em atividade. No início, a ideia era criar uma agência em um aplicativo. A ideia foi lapidada e hoje a No Ordinary Content é uma plataforma de mídia focada em microinfluência.

"O que mais vende hoje - e testamos exaustivamente essa tese -, nas redes sociais, é o endosso de um cliente. Eu acredito muito mais em uma indicação de um amigo ou uma pessoa que eu nem conheço, mas sei que é um ser humano e testou o serviço, do que em uma publicidade falando comigo", afirma Klein. Esse foi o insight que originou a startup e a rege até hoje.

Para criar a microinfluência, a startup conecta publicitários e empresas. Por meio de assinatura mensal (de R$ 450 à R$ 1.150), empresas contratam um número determinado de campanhas. As campanhas são focadas na vida real: o publicitário visita o local e tira fotos de como foi a experiência, conversando com os clientes e trazendo suas histórias à público.

Os publicitários trabalham como freelancers, quando desejam, após realizar um treinamento. Os trabalhos são recomendados a partir da localização dos publicitários, que recebem um briefing e podem aceitar ou não um trabalho. Os profissionais recebem por visita realizada: 20 por visita, que duram até 1h.

A startup explora o impacto da experiência e a instantaneidade das redes sociais. Com isso, vende experiências ao invés do produto a um preço acessível à pequenas e médias empresas. No fim da experiência, as empresas recebem um relatório com os resultados.

O modelo de negócios funciona diversos tipos de empresa. Para os franqueados e redes de lojas, ajuda a ter uma publicidade mais direcionada para o seu público-alvo, algo mais funcional do que ter uma padrão que não atinge a todos. Shoppings também podem se beneficiar pelo mesmo motivo: cada loja pode ser divulgada, atingindo cada diferente nicho do local.

O CEO e fundador da NOC afirma que a atuação da startup pode aumentar em até 23% o fluxo de clientes. Para os varejistas, cada publicidade pode custar apenas R$ 1,70 por pessoa. É uma solução que transforma o varejo atual e o mercado de profissionais. Mais soluções serão abordadas na Retailtech Conference, evento que reunirá os CEO das varejistas Óticas Carol e Walmart.com. Confira e garanta seu ingresso com desconto.

Investimento

Após dois anos de atuação, a empresa já possui o modelo de negócios formado. Agora, está aberta para investimentos. O objetivo é escalar o negócio e montar um aplicativo próprio. "Decidimos seguir um caminho diferente, de testar o processo antes de criar um software próprio", afirma Klein.

A aceleração servirá, além da criação da própria plataforma, para escalar o negócio. A No Ordinary Content pretende chegar em 2020 com 15 mil clientes ativos.

Para os fundadores, o valor da empresa não é apenas capital: "Queremos construir uma plataforma nacional que consiga trazer uma remuneração justa e de qualidade para profissionais criativos", conclui Everson Klein.

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