Conheça Olivia, fintech que usa IA para gerenciar as suas finanças

Depois de apenas dois meses do lançamento na AppStore, startup tem 40 mil downloads e planeja vir para o Brasil em 2018

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Com 40 mil downloads em dois meses de aplicativo e a caminho de sua segunda rodada de investimentos, Olivia é uma grande promessa para o mercado de serviços financeiros. Criada por dois brasileiros, Lucas Moraes e Cristiano Oliveira, e um indiano, Atul Kalantri, a ideia para a fintech surgiu de uma forma incomum. Cristiano foi viajar para o Alasca com o primo e percebeu que ele pagava tudo no débito, o que, segundo ele, era uma forma de controlar melhor seus gastos.

A partir desse insight, Cristiano trouxe a ideia para Lucas e Atul, que toparam e o trio começou a desenvolver melhor a ideia. Diferente de outras soluções para gerenciamento de finanças pessoais, Olivia é uma mistura de chatbot, inteligência artificial e dados. Ela foi criada com o objetivo de que clientes consigam ter controle sobre suas economias fazendo o que gostam.

Para isso, a inteligência artificial identifica qual o lifestyle e preferências do usuário a partir dos seus gastos. Depois, passa a dar dicas de como economizar respeitando o que ele gosta de fazer e consumir. "Nosso intuito com a Olivia é ajudar as pessoas a fazer mais com o dinheiro delas. Então, por exemplo, você vai muito no Starbucks. Tentamos prever quando é a próxima vez que você irá no Starbucks e, com isso, ajudamos você a gastar melhor aquele dinheiro, seja via cupom, ou dar dicas de promoções, ou até mesmo recomendar um novo local", afirma Lucas Moraes, cofundador e CMO da fintech.

Por que o nome Olivia?

"Não queria nenhum nome financeiro, como Seu Dinheiro, por exemplo", esclarece Moraes. De fato, a escolha do nome não foi aleatória: eles queriam um nome próprio que fosse fácil de pronunciar na maioria das línguas no Ocidente. O motivo é que além de não ter a barreira linguística, a ideia era que o robô fosse uma assistente pessoal e, portanto, que assumisse uma identidade.

Para achar o nome ideal, Moraes foi atrás: "Estava pesquisando e Olivia apareceu no topo da lista: nos EUA, no Brasil, nas Américas. É um nome muito simples, se escreve igual e tudo. Além disso, sou muito fã do John Mayer e ele tem uma música que fala 'alguma coisa como a Olivia é o que eu preciso achar'". Dificilmente John Mayer estava falando sobre uma fintech, mas, no caso da startup, a Olivia sem dúvida é uma para se ficar de olho... Ainda mais se for levado em conta as tecnologias que a integram.

AI, chatbot e dados: uma assistência financeira personalizada

Chatbot, inteligência artificial e dados são as principais tecnologias que dão forma à Olivia. O chatbot, segundo Moraes, é a mais a interface, ou seja, como o usuário se comunica com a Olivia. No entanto, ela é muito mais do que isso: "A gente é muito mais uma empresa de dados e inteligência artificial do que chatbot", afirma o CMO.

Mas como a Olivia de fato funciona? O aplicativo pede permissão para acessar dados da sua conta bancária e, a partir deles, começa a entender onde o usuário gasta. É aqui que a inteligência artificial tem uma atuação mais clara: uma vez aprendido o lifestyle dele, a Olivia passa a procurar formas de otimizar os gastos.

Futuro promissor

Além de já ter participado da Planet of the Apps, série exclusiva da Apple Music que fala sobre os aplicativos mais promissores, os números da startup demonstram crescimento exponencial. Segundo Lucas Moraes, a Olivia atualmente tem um crescimento médio de 7 a 8% por semana, o que mensalmente é equivalente a uma média de 30%.

"Os planos para o futuro são expandir cada vez mais nos EUA e gerar o máximo de valor para os nossos usuários. Somos uma empresa que tem o user como centro das nossas atividades, então gerar valor, aprender com eles e evoluir o produto é o nosso foco daqui pra frente", afirma Moraes. Mas isso não é tudo! Com uma nova rodada de investimentos que está por vir, a ideia é usar o dinheiro para vir para o Brasil: "A gente tem falado com alguns parceiros para a parte de conexão com os bancos e a ideia é vir para o Brasil em 2018", acrescenta.

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