12 startups que fecharam esse ano e levaram US$ 1,4 bilhão junto com elas

A partir da análise das empresas que chegaram ao fim em 2018, o Pitchbok descobriu que um total de US$ 1,4 bilhão em fundos de VC não foram o suficiente para salvar os negócios

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Por Isabela Borrelli

26 de outubro de 2018 às 08:52 - Atualizado há 1 ano

Segundo a Fortune, nove em cada dez startups acabam falhando e isso significa que junto com elas, o dinheiro que foi apostado por investidores também vai embora. A partir da análise de 12 startups que chegaram ao fim em 2018, o Pitchbok descobriu que um total de US$ 1,4 bilhão em fundos de VC não foram o suficiente para salvar os negócios. A mais notória delas é a Theranos, startup de teste sanguíneo que teve sua liquidação em setembro depois de um escândalo sobre a validade do negócio.

Conheça abaixo as 12 startups que ficaram para trás em 2018:

Theranos

A startup que foi fundada em 2003 prometia fazer exames com apenas uma gota de sangue. Depois de ser considerada uma das maiores startups do mundo e alcançar o valuation de US$ 9 bilhões, foi descoberto que as promessas do então unicórnio eram irreais. O resultado foi um escândalo que se desenrolou em 2016 e do dia para a noite ela passou a valer US$ 0. Em setembro de 2018, a empresa foi liquidada.

Ano de Fundação: 2003

Valuation: US$ 9 bilhões

Total arrecadado: US$ 910 milhões

Rethink Robotics

Segundo o TechCrunch, a renomada startup no mercado de automação, a Rethink Robotics produzia robôs focados principalmente em instalações de pesquisa e armazéns. A gota d’água foi uma negociação de aquisição cancelada no último segundo. Ela fechou as portas no dia 3 de outubro de 2018.

Ano de Fundação:2008

Valuation: US$ 291 milhões

Total arrecadado: US$ 150 milhões

Shyp

A Shyp foi fundada em 2013 com o objetivo de oferecer serviços de entrega por demanda. Como outras empresas com a mesma proposts, a Shyp tentou expandir para outros lugares além de São Francisco, onde estava sediada, mas não conseguiu manter um modelo de negócios escalável e fechou no início do ano, afirma o TechCrunch.

Ano de Fundação: 2013

Valuation: US$ 275 milhões

Total arrecadado: US$ 62 milhões

Apprenda

A startup oferecia uma plataforma corporativa baseada em nuvem e projetada para impulsionar a próxima geração de software corporativo, permitindo que as empresas removessem o atrito do processo de entrega de software e transformassem a TI em um mecanismo de crescimento. Depois de problemas financeiros, segundo o Times Union, acumulou uma dívida de US$ 6 milhões (decorrente de um empréstimo) e encerrou as atividades.

Ano de Fundação: 2007

Valuation: US$ 90 milhões

Total arrecadado: US$ 56 milhões

Airware

A startup que fabricava drones fechou há um mês, apesar de ter levantado recentemente US$ 118 milhões. O maior problema enfrentado pela empresa, segundo o TechCrunch, foi ficar sem dinheiro após tentar criar seu próprio hardware, que não conseguia bater com grandes concorrentes, como a gigante chinesa DJI.

Ano de Fundação: 2011

Valuation: US$ 59 milhões

Total arrecadado: US$ 104 milhões

Alta Motors

A startup de São Francisco era responsável pela fabricação de veículos de corrida silenciosos e planejava apostar fortemente em produtos elétricos. Segundo a CleanTechnica, o mercado de veículos está mudando rapidamente e, ao invés de acompanha-lo, a startup se manteve focada especificamente em motocicletas para trilhas não pavimentadas.

Ano de Fundação: 2010

Valuation: Unknown (US$ 55 milhões em novembro de 2016)

Total arrecadado: US$ 44 milhões

Primary Data

A Primary Data oferecia uma plataforma de software de automação. No entanto, o maior problema enfrentado por ela – e possível causa de seu encerramento – foi simples: ela precisava que grandes empresas, seus clientes, arriscassem e cedessem acesso a informações críticas de negócios para que ela fizesse estudos pilotos. Segundo o The Register, pouquíssimas estavam dispostas a isso e o resto é história.

Ano de Fundação: 2013

Valuation: US$ 52 milhões

Total arrecadado: US$ 89 milhões

CareSync

A startup propunha ser um software que reunisse todas as informações sobre saúde pessoal, focado principalmente em gerenciar doenças crônicas. Segundo a Tampa Bay, antes de fechar, a startup estava procurando compradores, mas não foi bem sucedida.

Ano de Fundação: 2011

Valuation: US$ 46 milhões

Total arrecadado: US$ 26 milhões

Bluesmart

Focada na venda de smart bags, ou seja, malas que vinham acompanhadas de GPS, sensores de peso e mais, a Bluesmart foi uma das empresas desse nicho que viu seu negócio ir por água abaixo. Segundo o The Verge, com grandes companhias aéreas proibindo o uso dessas malas, não foi possível escapar de clientes insatisfeitos e furiosos e, consequentemente, da falência.

Ano de Fundação: 2013

Valuation: US$ 41 milhões

Total arrecadado: US$ 30 milhões

Lantern

A startup que oferecia ferramentas para lidar com estresse, ansiedade e entre outros por uma mensalidade de US$ 50, chegou ao fim há três meses. A causa para tal é que, de acordo com o TechCrunch, alguns acordos de aquisição foram cancelados, deixando a empresa a ver navios.

Ano de Fundação: 2012

Valuation: US$ 37 milhões

Total arrecadado: US$ 22 milhões

Raden

O caso da Raden é muito similar ao da Bluesmart: a startup que vendia smart bags viu o negócio acabar com a proibição de malas com essa tecnologia por grandes companhias aéreas.

Ano de Fundação: 2015

Valuation: US$ 12 milhões

Total arrecadado: US$ 3,5 milhões

Fieldbook

A startup de São Francisco permitia que os usuários criassem uma base de dados tão fácil quanto criar uma nova planilha, podendo acompanhar vendas, processos de recrutamento, etc. Segundo um comunicado divulgado pelos fundadores, o problema enfrentado pela empresa foi a falha ao tentar criar um negócio sustentável.

Ano de Fundação: 2013

Valuation: US$ 11 milhões

Total arrecadado: US$ 3 milhões