7 Days Challenge fomenta empreendedorismo no ambiente universitário

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Por Lucas Bicudo

6 de setembro de 2016 às 17:16 - Atualizado há 4 anos

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Com início em 2014, o evento 7 Days Challenge tem o objetivo de fomentar o empreendedorismo no ambiente universitário, propiciando ferramentas necessárias para que ideias de jovens empreendedores saiam do papel.

Os grupos formados na dinâmica têm apenas 7 dias para criar e estruturar uma proposta de negócio inovadora de acordo com um tema-desafio fornecido no 1º dia do evento. A organização e banca avaliadora proporcionarão, ao longo da semana, treinamentos, materiais de apoio e textos conceituais que ajudarão os grupos na concepção das suas ideias e a se familiarizarem com conceitos e termos comuns no ambiente de startups.

“Apesar de serem ideias ainda em estágio inicial, o importante é estimular e analisar como em tão pouco tempo e com um tema surpresa, um grupo formado com vários pontos de vista diferentes é capaz de convergir suas concepções, pesquisar e elencar o melhor de cada ideia inicial, chegando a um primeiro nível de discussão de plano de negócios de uma futura startup”, discursa Raphael Henrique Augusto, ex-aluno da UFSCar e um dos idealizadores do desafio.

Em sua 1ª edição, o tema-desafio proposto foi “Educação na Era Digital” e teve como vencedora a equipe Whatever, com a criação de uma plataforma de economia colaborativa para que alunos pudessem ter suas aulas totalmente online.

Já na 2ª edição, o tema-desafio foi “Terceira Idade e o Mundo Digital”, tendo como vencedora a equipe Rebobina, com sua plataforma com conteúdo saudosista on demand de programas de rádios e de televisão do passado.

A 3ª edição ocorreu na última semana do mês de agosto e teve como tema-desafio “Minorias”. Após uma série de informações e dados fornecidos pela organização do evento, os grupos tiveram que responder a seguinte pergunta com uma ideia de negócio:

“Como usar a internet para melhorar a realidade das minorias, aumentando a inclusão e potencializando a conversão do “ativismo de sofá” em ações práticas e perenes, refletindo na educação, poder público e consciência social?”

A edição bateu os recordes de participação das anteriores, com mais de 100 pessoas inscritas, de 15 instituições de ensino diferentes e 32 cursos distintos. Também participaram como apoiadores do evento a Baita Aceleradora, Bridge Coworking, Cubo Coworking, CCAA, Endeavor, Ideation, Startupi e o próprio StartSe.

Dentre as equipes avaliadas na etapa final, revelaram-se ideias sobre o autismo, LGBT, idosos, vegetarianos, celíacos, surdos e mudos. Os projetos passearam entre plataformas online de ensino, até a criação de aplicativos para geolocalizar estabelecimentos que forneçam comidas e itens para um certo perfil com restrições alimentares.

A equipe que se sagrou campeã este ano foi a Safespace, que abordou a LGBTfobia em locais públicos, criando um app onde os locais são avaliados e assim classificados de acordo com a sua hospitalidade. Além da avaliação tradicional, a plataforma conta com recursos de compartilhar experiências, convidar pessoas, auxiliar estabelecimentos no tratamento desse assunto e criar um contato direto com canais responsáveis por acolher e tratar denúncias homofóbicas.

Escalabilidade, complexidade da tecnologia necessária, abrangência e relevância para a minoria em questão foram fatores que levaram a escolha da campeã.

“Foi a nossa primeira ideia e se deu logo no início de um workshop sobre Design Thinking. Durante o workshop do Canvas pensamos em outras possibilidades e começamos a desenvolvê-las para ver como ficariam na prática. Porém, analisando os pontos colocados como metas no desafio, chegamos à conclusão que a nossa proposta inicial se encaixava melhor. Por estarmos num ambiente universitário que começou a ter uma maior visibilidade LGBT agora, víamos também em nossa primeira ideia a possibilidade do projeto se desenvolver e ser bem aceito, além de poder contribuir para as demandas de segurança que estão sendo trazidas por pessoas LGBT em nossa universidade”, discursa a equipe vencedora.

Dentre os prêmios conquistados pelo 1º colocado estão: entrada no programa de pré- aceleração da Baita Aceleradora; espaço de coworking gratuito na Bridge Coworking e no Cubo Coworking; e mentorias em Growth, Marketing e Negócios.