Cuidado: seu Facebook pode ajudar ou atrapalhar ao pedir um empréstimo

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Por Mariana Rodrigues

22 de junho de 2017 às 16:57 - Atualizado há 3 anos

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Com uma quantidade assustadora de informações sobre seus usuários, as redes sociais têm uma utilidade que talvez você não conheça: são uma nova fonte de dados para complementar a avaliação de crédito. Esse pode ser mais um ponto a considerar antes do seu próximo post.

Por exemplo, em 2015, o Facebook obteve uma patente nos Estados Unidos que permite que os credores avaliem a credibilidade de um usuário com base na classificação de crédito das pessoas em sua rede social. Empresas de crédito como a Enova, que atua no Brasil, usam dados de redes sociais para avaliação.

Ou seja, se você pedir um empréstimo, as suas chances de ser aprovado podem aumentar ou diminuir dependendo da credibilidade dos seus amigos perante o mercado financeiro, entre outros dados.

A analista de pesquisa de mercado da Let’s Talk Payments Elena Mesropyan explicou em um artigo como as redes sociais oferecem uma oportunidade de melhor avaliação de crédito para fintechs. Abaixo, veja os pontos principais do artigo, em português.

O USO DAS MÍDIAS SOCIAIS EM AMPLIAR AVALIAÇÕES DE CRÉDITO

O número de usuários de redes sociais em todo o mundo atingiu 2,34 bilhões e deverá crescer para aproximadamente 2,95 bilhões até 2020. Usuários de redes sociais geram 500 milhões de tweets todos os dias e compartilham 1,3 milhões de peças de conteúdo no Facebook a cada minuto de cada dia, sem mencionar outros canais amplamente adotados. Duas coisas permitiram que as redes sociais se tornassem uma máquina poderosa: o nível de engajamento alcançado através da escala e das permissões.

O usuário médio passará mais de cinco anos de sua vida nas mídias sociais, obtendo as últimas notícias, envolvendo amigos e conhecidos, etc. E por isso ele paga um preço raramente falado – seus preciosos dados pessoais.

Quanto o Facebook, por exemplo, sabe sobre seus usuários? De acordo com o seu novo portal de educação sobre anúncios direcionados e as configurações atualizadas de preferências de anúncios, o Facebook reúne 98 pontos sobre os dados pessoais que conhece dos usuários.

Nos últimos cinco anos, essa troca de dados pessoais para acesso a vastas redes (com enriquecimento contínuo das redes com dados pessoais) não foi o foco da atenção para empresas financeiras. Mas quando fintechs de empréstimos foram ganhando terreno, os dados alternativos ficaram mais interessantes. Na busca de reinventar a maneira de avaliar o risco relacionado ao consumidor as startups tiveram de ser mais criativas do que as instituições tradicionais.

As mídias sociais vão desempenhar um papel complementar para a extensão do financiamento, não um papel substituto para os modelos existentes

Em 2013, Eric Bradlow, agora Diretor de Customer Analytics Initiative da Wharton University, enfatizou que os dados sociais são mais úteis quando aplicados a pessoas com pouco ou nenhum histórico de crédito. “É uma fonte de dados adicional e valiosa que pode ser bastante preditiva do comportamento de alguém”, disse ele. “Será especialmente valioso quando houver dados escassos em um indivíduo”. Olhar para novas variáveis é uma prática padrão ao construir modelos preditivos em crédito. “Eles constantemente procuram variáveis que agregam poder preditivo à sua pontuação”, acrescentou Bradlow.

Os casos em que as redes sociais podem “aprimorar a imagem” e ampliar as oportunidades de financiamento incluem:

  • Adicione um poder preditivo à pontuação: Avaliação de indicadores que podem adicionar um poder preditivo aos algoritmos;
  • “Consertar” a falta de histórico: preencher buracos nos dados disponíveis para a pontuação de crédito onde há pouca informação sobre uma pessoa (jovens que ainda não conseguiram construir um histórico de crédito, estudantes / funcionários internacionais, imigrantes (refugiados ou outros);
  • Falta ou imaturidade de sistemas de avaliação: países onde os sistemas robustos baseados em histórico de crédito não existem ou são imaturos.

Um estudo da empresa de software analítico FICO aponta que, com os dados alternativos adequados, pode-se marcar com precisão um grande número de candidatos de crédito previamente não avaliados. Na verdade, mais de 50% desses candidatos podem ter a pontuação de crédito avaliada com dados alternativos.

Muitas fintechs já usam dados de redes sociais para avaliação de crédito. Em 2015, o Facebook obteve uma patente que permite que os credores avaliem sua credibilidade com base na classificação de crédito das pessoas em sua rede social. Existem fintechs que fazem avaliações com base em dados dos mais variados, desde a qualidade das conexões no linkedin para avaliar um pedido. Ou fazem a avaliação de pequenas empresas com base em suas interações nas redes. Esses dados podem ajudar a criar um exame mais real da avaliação de crédito do que os métodos tradicionais, como nome limpo ou sujo.  

Saiba como fazer parte desse ecossistema

Para fazer parte do ecossistema global de fintechs, você pode cadastrar sua startup na MEDICI e na StartSe Base.

A MEDICI é uma base de dados que conta hoje com 7.000 empresas de todo o mundo. Ela pertence à Let’s Talk Payments (LTP), empresa global de conteúdo e pesquisas sobre fintechs.

A StartSe Base é a maior base de dados de startups do Brasil, com mais de 5.000 empresas cadastradas.

Sobre a Let’s Talk Payments (LTP)

A LTP é a principal plataforma de conteúdo e pesquisas sobre fintechs no mundo. Mais de 400 instituições financeiras e 90 programas de inovação recorrem à LTP para obter informações sobre as empresas que estão disruptindo o setor financeiro.

Mariana Rodrigues é colaboradora regular da LTP, focada no mercado de fintechs do Brasil. Ela é COO da SGC Conteúdo. Para acompanhar o conteúdo produzido pela LTP no Brasil e no mundo, cadastre-se na newsletter.

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