Governança, acordo de sócios e outras burocracias que vão salvar sua empresa

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Por Pedro Schaffa

20 de setembro de 2016 às 19:17 - Atualizado há 4 anos

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Essa semana eu recebi uma carta de um leitor que dizia:

Caro Pedro,

Há um ano, arrumei  um sócio super legal, simpático, fazia tudo que eu pedia, se dedicava, era ótimo nos negócios e adorava um Happy Hour.

Mas nos últimos meses ele se dedica menos e menos aos negócios. Ele já não se preocupa tanto com a equipe, com a empresa e com os clientes, acredito que ele esteja abrindo outra empresa. O que eu faço?

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Alcool é sempre uma boa alternativa

Pois bem, esse é um caso clássico de empreendedor que não se preveniu.

Mesmo que aquele sócio pareça perfeito na hora – talvez ele seja o melhor programador que você já viu, ou talvez ele converse com os clientes como ninguém – é importante que todo fundador (ou founder para os íntimos) saiba que sociedades são piores que os casamentos.

Casamentos, pelo menos no Brasil, são entre 2 sócios. Sociedades podem ser entre 2, 3, 4, 506 ou 2000 sócios.

E como você lida com expectativas, dedicações, responsabilidades e vontades de tantos sócios?

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Com dados..

A única maneira de lidar com isso é com um acordo. Seja um acordo de quotistas (para as limitadas) ou um acordo de acionistas (para as anônimas), é só dessa forma que você e seus sócios conseguirão definir os pontos básicos que definem a sua relação.

Esses acordos definem o que nós, burocratas do direito, chamamos de governança: Quem pode, O Que pode e Quanto pode.

Os acordos de sócios definem desde como será a entrada e saída de sócios (com todas as milhares e milhares de nuances) até como se dá a contratação do sobrinho de um deles, como será a distribuição de lucros, qual a responsabilidade de cada um e como vocês vão punir aquele sócio vagabundo.

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Não previsto no Código civil…

Em resumo, caro leitor, acordos de sócios são manuais de instrução da empresa que garantem que nenhum sócio se sinta perdido, sem função ou sem saber quais os objetivos da sociedade.

Faça um e garanta que a sua empresa estará tranquila mesmo quando aquele sócio rico, simpático e maravilhosos deixar de cumprir com a sua obrigação.

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