A diferença entre a mentalidade do Brasil e do Vale é “viver ou morrer”

Da Redação

Por Da Redação

6 de março de 2017 às 15:55 - Atualizado há 4 anos

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O Vale do Silício é a região com maior impacto. Lá, surgem diversos negócios inovadores de tempos em tempos. E o grande diferencial que faz a região tão diferente está na cabeça das pessoas: a diferença de mentalidade é tão grande e aparente que assusta quem chega lá pela primeira.

A diferença é facilmente entendível por quem passa um período por lá e resolveu empreender. “É viver ou morrer”, destaca Tito Gusmão, fundador e CEO da Oi Warren, uma das fintechs mais promissoras do Brasil, e que já foi descrita aqui no portal anteriormente.

Tito é ex-funcionário da XP Investimentos, a maior corretora do Brasil – mas fundou a sua própria startup, depois de aprender e muito nos Estados Unidos. A principal lição lá aprendida? “Baby steps… claro que o sonho maior tem que estar traçado e isso pode significar uma plataforma com mil features, mas você precisa chegar nesse sonho um passo de cada vez”, conta.

Começar com um MVP foi bastante importante para que a Warren conquistasse já mais de 15 mil interessados antes mesmo do lançamento da plataforma. “Primeiro faz bem o básico, conquista clientes e depois vai aprimorando”, completa.

Adoramos o Vale do Silício e a mentalidade dele. Para ajudar os brasileiros a absorverem essa mentalidade, temos duas iniciativas: o Silicon Valley Learning Experience, que leva brasileiros ao Vale para absorver o que lá tem de melhor. E o Silicon Valley Conference, o maior evento sobre o Vale já feito no Brasil.

Passando a experiência para outros

Ele deverá passar essa diferença de mentalidade no programa Visa Track, para fintechs, no qual Tito é um dos mentores – junto com outros grandes nomes, como Tallis Gomes (ex-Easy Taxi, atual Singu) e Pedro Conrade (fundador do Banco Neon). “No Visa Track, posso ajudar principalmente em criação e validação de produto”, explica.

Ele acredita que este tipo de programa é importantíssimo para que o empreendedor consiga construir um negócio espetacular. “A importância é gigante. Existem muitas ideias interessantes e pessoas que só precisam de um direcionamento inicial para começar e criar algo fantástico”, diz.

O Visa Track é interessante por ser uma experiência de seis meses: dois no Brasil, um no Vale – acelerado pela GSVLabs -, seguido por mais três no Brasil para “absorver” tudo que foi aprendido no Vale. Além disso, é um programa equity-free: a Visa não leva nenhuma parte da sua empresa e ainda investe uma quantia em dinheiro. Para saber mais do programa, clique aqui.

Reclame menos e trabalhe mais!

Mesmo assim, o atrativo de ir para o Vale é para conhecimento – o Brasil está cheio de oportunidades para que empreendedores criem novas empresas e ganhem dinheiro. “Não vejo nenhuma dor em empreender no Brasil. Vejo um país com uma oportunidade infinita em diversos setores”, destaca Tito.

Por mais que o Brasil seja um ambiente complicado de empreender, há quem consiga prosperar por aqui! “Claro que existem alguns gargalos burocráticos que precisam ser melhorados, mas isso não impediu de surgirem várias empresas sensacionais. Então reclama de dor quem gosta de reclamar”, afirma.

O importante é você ter bastante empenho para fazer as coisas darem certo para você – é importante lutar para que sua empresa dê certo, se esforçar de verdade. “Raça sem dúvida é uma das características principais para ter sucesso. Trabalhar umas 12 horas por dia é o mínimo”, acredita.

Para tal, você precisa reclamar menos e resolver mais os problemas que surgem no seu dia a dia empreendedor. Ser o executor, enfim. “Precisa também de uma atitude focada em resolver. Seria o ‘se virol’, e que os americanos chamam de ‘get shit done’. Tem um problema? Resolve!”, destaca.

Outra coisa importante é saber arriscar-se para conseguir chegar onde quer chegar – ninguém prospera sem tomar riscos. “Por fim citaria coragem e otimismo. É preciso arriscar, errar, achar o problema e tentar novamente. Só com coragem e otimismo é possível”, salienta.

Tito ressalta que é muito fácil descobrir se você está no caminho certo com sua startup. “Ligue para um inimigo e vende o produto para ele. Se ele comprar, é porque você está resolvendo um problema e o produto é f*”, termina.

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