Zuckerberg se desculpa e as ações do Facebook sobem 4,5%

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Por Isabela Borrelli

11 de abril de 2018 às 10:49 - Atualizado há 2 anos

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Ontem, terça-feira, dia 10, Mark Zuckerberg prestou depoimento diante do Senado dos Estados Unidos para explicar o vazamento dos dados de 87 milhões de usuários pela consultoria Cambridge Analytica. A sessão durou mais de 5 horas e, além de Zuckerberg admitir os erros cometidos e prometer reforçar a segurança da rede social, as perguntas mornas dos senadores chamaram a atenção do público. Ao que tudo indica, o segundo dia da audiência, que acontecerá hoje, dia 11, será similar.

O primeiro dia de audiência foi baseado em perguntas superficiais e em grande parte do tempo, Zuckerberg explicou em detalhes como funcionam os termos de serviço do Facebook, como anunciantes segmentam o público-alvo, como os aplicativos acessam as informações dos usuários e como e por que o Facebook coleta e guarda dados. Ficou claro que: se os senadores, que tiveram um tempo considerável para formular as perguntas para o caso, aparentemente não entendem por completo o potencial da rede social, como o público pode entendê-lo?

A senadora republicana Lindsey Graham chamou atenção para o caso ao perguntar quais os maiores competidores da rede social, para os quais Zuckerberg respondeu com nomes como Google, Apple, Amazon e Microsoft. Não é preciso muito para saber que essas empresas não fazem frente ao Facebook em relação a funcionalidades e, sem uma resposta boa o suficiente do CEO, Graham perguntou: “Você não acha que tem um monopólio?”.

Ao longo da audiência, Zuckerberg pediu desculpas repetidamente: “Eu sinto muito. Eu comecei o Facebook, eu estou no comando e sou o responsável pelo que acontece aqui”. E, aparentemente, seu discurso teve efeito: as ações da rede social subiram 4,5%, maior alta  empresa em 4 anos.

 

 

O caso

Em março, notícias anunciaram que a consultoria Cambridge Analytica e a SCL, por meio de um aplicativo de quizzes chamado “This is your digital life” coletaram dados de 50 milhões de usuários do Facebook. Os usuários, ao instalarem o aplicativo e permitirem o acesso a informações privadas, não só expuseram a si mesmos, como também a seus amigos, uma vez que foi divulgado que mensagens privadas também foram vazadas. No caso, se uma das pessoas participantes da conversa deu a permissão, a conversa inteira foi disponibilizada, expondo quem não estava diretamente envolvido. Até agora, a estimativa é que 87 milhões de usuários tenham sido afetados.

Fonte: Wired / TechCrunch