Waymo é a primeira empresa a cobrar por viagens em carros autônomos

A empresa está transportando passageiros em Phoenix, nos Estados Unidos, e sai na dianteira de concorrentes como Uber e General Motors

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

26 de outubro de 2018 às 14:45 - Atualizado há 1 ano

A Waymo oficialmente deu a largada para a comercialização de corridas em carros autônomos. Com a iniciativa, a empresa da Alphabet, holding do Google, toma a dianteira sob seus concorrentes – entre eles, a Uber, Lyft, General Motors, Baidu e Apple.

A notícia foi anunciada por Ruth Porat, CFO da Alphabet, em uma conferência sobre os resultados do terceiro trimestre da empresa. Porat afirmou que a Waymo expandiu o número de pessoas participando do projeto inicial e que está “começando a testar modelos de preço” na cidade de Phoenix, no Arizona, Estados Unidos. A Waymo começou a testar seus carros autônomos na cidade em 2016.

“Nós estamos nos primeiros dias da comercialização, agora nós temos pessoas que estão pagando pelas corridas”, disse Ruth Porat a analistas, segundo o Financial Times. Ela ressaltou que o projeto ainda está no início.

O projeto de carros autônomos do Google começou ainda em 2009, no laboratório X Lab. Depois, a área foi dividida e a Waymo foi criada especialmente para focar nessa tecnologia. Em outubro, a companhia completou mais de 16 mil quilômetros percorridos com carros autônomos em testes nas ruas, número que dobrou rapidamente – em fevereiro deste ano, a subsidiária do Google havia atingido cerca de 8 milhões de quilômetros. Em um vídeo divulgado pela empresa, é possível ver um passageiro dormindo tranquilamente durante uma viagem.

O preço a ser pago pelas viagens ainda não foi divulgado e, em alguns casos, motoristas “de segurança” ainda estão presentes nos veículos para garantir que nada saia do controle durante o percurso. Independente de seu valor, as corridas ainda não estão trazendo lucro para a Waymo, segundo o Financial Times. A expectativa é que esse serviço – e outras iniciativas singulares do Google, como a Verily e Calico – na qual estudam maneiras de vivermos centenas de ano -, passem a ser lucrativas a longo prazo.

Analistas dizem que a Waymo, em específico, pode atingir o valuation de US$ 180 bilhões no futuro. Isso depende de qual percurso a empresa seguirá – ela pode continuar comprando carros e criar a própria empresa de transporte autônomo ou licenciar o sistema operacional dos carros. No último caso, a empresa se tornaria mais lucrativa do que se apenas oferecesse o serviço desenvolvido.

Atualmente, a empresa já realizou contratos com a Fiat Chrysler e a Jaguar para o desenvolvimento de carros autônomos, além de parcerias com o Walmart e Avis em Phoenix para levar consumidores até suas lojas.