Uber teve prejuízo de US$ 404 milhões no segundo trimestre deste ano

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Por Isabella Câmara

16 de agosto de 2018 às 12:43 - Atualizado há 2 anos

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Apesar da Uber não ser obrigada a divulgar seus resultados financeiros, a empresa vem fazendo isso nos últimos trimestres, uma vez que se prepara para abrir o capital no ano que vem. Na última quarta-feira (15), a companhia divulgou o que aconteceu com a empresa no segundo trimestre deste ano – segundo o relatório, a receita líquida da Uber subiu 8% em relação ao trimestre anterior, atingindo US$ 2,7 bilhões. Ano após ano, a quantidade de dinheiro trazida pela empresa ao realizar as suas atividades aumenta cerca de 51%.

Além disso, a Uber registrou reservas brutas de US$ 12 bilhões, um aumento de 6% em relação ao trimestre anterior e de 41% quando comparado ao mesmo período do ano passado. “Tivemos outro grande trimestre, e vamos continuar a crescer em um ritmo impressionante para um negócio do nosso tamanho”, disse Dara Khosrowshahi, CEO da Uber, em um comunicado.

No entanto, apesar da Uber ter tido um bom trimestre, isso não significa que está em uma situação confortável – da mesma forma que as reservas brutas da Uber aumentaram, suas perdas também foram atingidas por esse fenômeno. De acordo com o relatório da empresa, a empresa teve perdas no EBITDA (geração operacional de caixa) de cerca de US$ 404 milhões no segundo trimestre, frente a US$ 304 milhões nos três meses anteriores.

As perdas da companhia aumentaram, segundo o Tech Crunch, devido aos investimentos da empresa no Uber Eats e em bicicletas e scooters elétricos, e a expansão dos serviços para a outros países. Somente neste trimestre, a companhia expandiu o Eats para uma série de novas cidades na Europa, Oriente Médio e África; adquiriu a Ando, uma startup de entregas de alimentos; anunciou a expansão das motos JUMP na Europa; e oficializou suas ambições em scooters elétricas.

Investimentos da Uber durante o trimestre

“Estamos investindo deliberadamente no futuro da nossa plataforma: grandes apostas como a Uber Eats; modos de transporte ecologicamente corretos como Express Pool, e-bikes e scooters; empresas emergentes, como o Freight; e mercados de alto potencial no Oriente Médio e na Índia, onde estamos consolidando nossa posição de liderança”, diz Khosrowshahi, em relação a situação da empresa no último trimestre.

Além desses investimentos, os investidores da companhia também estão culpando a unidade de carros autônomos da empresa pelas perdas. Segundo o The Information, a empresa gastou entre US$ 125 milhões e US$ 200 milhões por trimestre nos últimos 18 meses, somente com carros autônomos, e agora os investidores estão pedindo que a Uber finalize seu programa de carros autônomos, que tem sido a causa de muitas dores de cabeça na companhia nos últimos tempos.

Em março deste ano, um dos carros autônomos da Uber atingiu e matou um pedestre em Tempe, Arizona. Como consequência do ocorrido, as semanas e meses que se seguiram o acidente foram marcadas por encerramentos – a Uber desligou oficialmente suas operações de carro autônomo no Arizona e demitiu operadores de carros autônomos em São Francisco e Pittsburgh .

Como a Uber se prepara para o IPO de 2019, é preciso reduzir ao máximo as perdas da empresa. Com isso em mente, a empresa decidiu fechar sua divisão de caminhões autônomos em julho. Mas a Uber Freight, que conecta caminhoneiros a empresas que precisam transportar bens de uma cidade para outra, parece estar no caminho certo para arrecadar US$ 500 milhões nos próximos 12 meses. Além disso, a companhia também tem o objetivo levar sua rede para os céus com o uberAIR – a empresa planeja desenvolver e implantar comercialmente esses táxis aéreos até 2023.

(Via: Tech Crunch)