Uber adquire startup de compartilhamento de bicicletas elétricas

O JUMP se tornará uma subsidiária da Uber e o valor final do acordo, segundo uma fonte próxima, ficou perto de US$ 200 milhões

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Por Isabella Câmara

9 de abril de 2018 às 17:03 - Atualizado há 2 anos

A Uber anunciou nesta segunda-feira (9) a compra do JUMP, um serviço de compartilhamento de bicicletas elétricas. A startup já trabalhava há dois meses em um piloto para integrar as opções de compartilhamento de bicicletas no aplicativo e, aparentemente, o teste gerou resultados muito positivos.  O JUMP se tornará uma subsidiária da Uber e permitirá que a companhia oferece uma alternativa aos carros nos Estados Unidos.

O acordo aconteceu logo após o TechCrunch informar que o JUMP estava em negociações com a Uber, bem como com outros investidores. Na época, a startup estava em dúvida entre a oferta da Uber, que ultrapassou US$ 100 milhões, e uma nova rodada de investimento. A competição foi acirrada, mas a Uber acabou ganhando. De acordo com uma fonte próxima à situação, o valor final do acordo ficou perto de US$ 200 milhões.

O acordo dá à Uber acesso às 12 mil bicicletas sem GPS do Jump em 40 cidades de seis países. A startup possui uma vasta rede no mundo das bicicletas que se tornará ainda maior, uma vez que o capital da Uber ajudará a ampliá-la ainda mais.

Em janeiro, o JUMP fechou uma rodada de US$ 10 milhões da Series A, liderada pela Menlo Ventures – que levou o total arrecadado da startup para US$ 11,1 milhões. No mesmo mês, o JUMP se tornou o primeiro serviço compartilhado de bicicletas a receber uma autorização para atuar em São Francisco. Desde então, a startup já lançou 250 motos assistidas sem pedais nas ruas da cidade.

A decisão do CEO do JUMP de vender a startup para a Uber se resumiu à capacidade de realizar a visão da empresa de bicicletas compartilhadas em larga escala. Além disso, de acordo com Ryan Rzepecki, sua decisão foi impactada pelo estilo de liderança do CEO do Uber, Dara Khosrowshahi.  “Eu tive a chance de passar um tempo com ele e realmente falar sobre sua visão para o negócio e a nossa visão, e vi muita consonância” disse Rzepecki.

“Acho que estamos realmente no caminho certo agora. [Khosrowshahi] acredita que a forma como abordamos o trabalho com as cidades e nossa visão se alinha com a missão do Uber”, disse Rzepecki. “Isso foi importante para mim, bem como o seu desejo de fazer as coisas da maneira certa. Este é um ótimo resultado e me dá a chance de trazer a minha visão para o mundo inteiro”.

Tornar-se uma plataforma de mobilidade urbana é parte da visão final do Uber, disse Khosrowshahi ao TechCrunch por telefone. “Devido ao aumento do número de pessoas morando nas cidades, é preciso um leque mais amplo de opções de mobilidade que funcionem tanto para os clientes quanto para as cidades”, disse.

Como parte da aquisição, os funcionários do JUMP se juntarão à equipe da Uber, mas a empresa de bicicletas compartilhadas “continuará como uma subsidiária totalmente controlada e independente”, disse Rzepecki. Em janeiro, a Uber já tinha feito uma parceria com a startup para lançar a Uber Bike – uma solução que permitia que os usuários da Uber reservassem bicicletas JUMP através do aplicativo Uber. A maioria das viagens, no entanto, ainda vem do aplicativo JUMP. “Por enquanto, o aplicativo do JUMP continuará existindo, mas isso pode eventualmente mudar”, diz Rzepecki.

Enquanto isso, os concorrentes internacionais da Uber também fazem movimentos semelhantes. Chamado de Ola Pedal, o serviço de carona em bicicletas está disponível em vários campus universitários na Índia. Além disso, o Grab e a Didi também lançaram seus respectivos serviços de bicicletas compartilhadas este ano, e investem diretamente nas startups de compartilhamento de bicicletas Ofo e OBike.

(Via: TechCrunch)