Uber deixará alguns motoristas escolherem preços das corridas nos EUA

O recurso está sendo testado após a aprovação de lei que requer que profissionais de apps sejam contratados como funcionários

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

21 de janeiro de 2020 às 16:02 - Atualizado há 1 mês

A Uber anunciou, nesta terça-feira (21), que está testando um recurso para deixar alguns motoristas da Califórnia escolherem o preço das viagens. O teste é válido para corridas iniciadas nos aeroportos de Santa Bárbara, Palm Springs e Sacramento. Eles poderão cobrar até cinco vezes o valor inicial estabelecido pela empresa.

Os condutores também poderão escolher cobrar menos do que o indicado pela Uber em momentos de tarifa dinâmica (quando a empresa aumenta o preço devido a alta demanda). O objetivo, segundo a companhia, é que os profissionais autônomos possam ter mais controle dos valores do serviço que oferecem.

O teste acontece logo após uma grande mudança na legislação da Califórnia. No fim do ano passado, senadores da Califórnia aprovaram o AB5, projeto de lei que regulamenta a atividade de profissionais autônomos, como os de apps de transporte. Uma das maiores exigências é que os aplicativos contratem os — até então — prestadores de serviço como funcionários. Se tratados como tal, os condutores da Uber — e de outros aplicativos da gig economy — deverão receber ao menos o salário mínimo estabelecido, receber por horas extras, entre outros direitos trabalhistas.

Para não estabelecer vínculo empregatício, é necessário, segundo a lei norte-americana, que a empresa comprove que não controla o serviço oferecido; que o trabalhador não exerça uma função-chave para o negócio; e que ele opere de maneira independente.