Justiça dos EUA decide os culpados por morte em acidente com carro autônomo da Uber

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

21 de novembro de 2019 às 13:16 - Atualizado há 1 ano

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Em março de 2018, a pedestre Elaine Herzberg, 49 anos, foi atropelada por um carro autônomo da Uber em Tempe, no Arizona. Este foi o primeiro acidente fatal envolvendo um veículo autônomo da empresa. O Conselho Nacional de Segurança em Transporte dos EUA decidiu que a culpa no caso é da Uber, da motorista de segurança, do governo do Arizona e da própria vítima.

A audiência foi realizada nesta terça-feira (19) em Washington, nos Estados Unidos. A Uber foi considerada culpada por não avaliar corretamente os riscos de segurança, visto que não possuía um departamento específico para avaliação e mitigação de riscos na época do acidente, de acordo com o The Verge. A Uber Advanced Tecnologies Group (ATG) é a empresa responsável pela divisão de carros autônomos da companhia.

A empresa de corridas também foi considerada culpada pela conduta de seus motoristas de segurança. A justiça julgou o monitoramento dos profissionais como eficaz, mesmo com as câmeras dentro dos veículos. A Uber também foi penalizada pela “complacência de automação”, porque a empresa não possuía um sistema para garantir que os motoristas não se tornassem excessivamente confiantes na tecnologia autônoma.

Já a motorista de segurança foi considerada culpada pois estava mexendo em seu celular pessoal até um segundo antes da colisão. A investigação revelou que a condutora passou 34% de seu tempo dentro do veículo usando seu smartphone.

O fato de a vítima Elaine Herzberg ter traços de metanfetamina em seu sistema sanguíneo a culpabilizou por ter atravessado a rua fora da faixa de pedestre, o que contribuiu para o acidente. Já o estado do Arizona foi responsabilizado por “políticas insuficientes” para a regulamentação dos carros autônomos em ruas públicas.