Trump anuncia iniciativa para promover inteligência artificial nos EUA

João Ortega

Por João Ortega

11 de fevereiro de 2019 às 11:34 - Atualizado há 2 anos

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Donald Trump, presidente dos EUA, assina nesta segunda-feira um plano para promover o desenvolvimento da inteligência artificial no país. Chamada de American AI Initiative, a estratégia visa manter a nação como líder na tecnologia. Desde 2017, pelo menos 19 países criaram programas específicos para desenvolvimento da inteligência artificial internamente.

Algumas diretrizes foram estabelecidas pelo governo norte-americano. Dados e equipamentos federais serão disponibilizados para pesquisadores da área de inteligência artificial. Agências do governo priorizarão investimentos em estudos no tema. Trabalhadores de diversos setores vão ser preparados para as mudanças no mercado de trabalho com a automação de serviços. Padrões éticos para bom uso das tecnologias serão estabelecidos. E está previsto um esforço em conjunto com a comunidade internacional para acelerar as pesquisas.

Entretanto, neste primeiro anúncio, não foi definido um financiamento público para as pesquisas da área. Além disso, nenhum tipo de cronograma foi divulgado para atingir os objetivos propostos. Um plano mais detalhado da iniciativa deve ser disponibilizado dentro do próximo semestre.

Brasil E-digital

O Brasil não tem uma estratégia federal focada em desenvolvimento da inteligência artificial, mas apresentou um plano mais amplo que toca a questão. Um decreto, assinado em março do ano passado pelo governo do ex-presidente Michel Temer, define 100 ações para fomentar a tecnologia.

Intitulado de Estratégia Brasileira de Transformação Digital (apelidada de E-Digital), o decreto cita a inteligência artificial como uma das “novas tecnologias” que cresce em uma “economia baseada em dados”. As ações previstas visam promover o desenvolvimento da inteligência artificial, com foco destacado na discussão ética em torno do tema.

O E-Digital afirma que com “estímulo ao estabelecimento da manufatura 4.0 no Brasil, deve-se dedicar esforços visando ao fomento ao desenvolvimento de tecnologias consideradas estratégicas, incluindo robótica colaborativa, inteligência artificial, big data, Internet das coisas, manufatura aditiva, nanotecnologia e novos materiais”.  Entretanto, o programa ressalta que “é preciso avaliar as implicações jurídicas e éticas de aplicações de inteligência artificial, Internet das Coisas e outras áreas da fronteira tecnológica”.

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