As lições de Teemu Arina, o biohacker do corpo humano

Isabella Carvalho

Por Isabella Carvalho

30 de março de 2019 às 13:23 - Atualizado há 2 anos

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O finlandês Teemu Arina acredita que a internet é uma extensão da mente.  O palestrante da Sillicon Valley Conference é biohacker, pesquisador e autor do livro Biohacker’s handbook. “Como um hacker olha para um sistema de computação, eu olho para o corpo humano, que funciona como um computador biológico”, explicou Arina durante o evento realizado pela StartSe, nesta sábado (30), no Expo Center Norte, em São Paulo. Teemu estuda a relação do homem-máquina há mais de 15 anos.

Para ele, em um futuro próximo teremos a convergência de tecnologia e biologia. “Já estamos vendo um pouco disso com inteligência artificial colocada em dispositivos de pulso. A medida em que entendemos mais sobre o que acontece em nosso computador biológico, tornamos ele melhor”, ressaltou o biohacker.

De acordo com Arina, o futuro da saúde está nos dados. “Através de data mining, é possível obter dados, alimentar uma inteligência e conseguir não apenas reagir a doenças, mas ser pró-ativos e preditivos. É mais barato prevenir uma doença do que tratá-la”, disse. Assim, o corpo humano será a próxima “plataforma” e todos se tornarão doador de dados.

Pensando nisso, Teemu fundou o HealthDx, um centro de bem-estar digital que combina biomarcadores, exames de sangue, machine learning, medicina baseada em evidências e orientações de profissionais de saúde licenciados. Por meio dos serviços prestados pela startup, os clientes podem acompanhar o progresso de sua saúde e aprender mais sobre os resultados de seus exames.

O uso de dispositivos wearables

Segundo o biohacker, ao rastrear as informações do seu corpo, ele conseguiu reverter riscos de insuficiência em seus órgãos, diabetes e até mesmo desacelerar o seu envelhecimento. “O segredo é a otimização humana, em termos de saúde e desempenho”, afirmou.

O uso da tecnologia pode, até mesmo, evitar o famoso burnout estado físico e mental de exaustão extrema provocada por condições de trabalho desgastantes. “Já podemos medir hoje o equilíbrio entre os sistemas nervosos simpáticos e parassimpáticos, analisar a frequência cardíaca e a distância de tempo entre cada batimento. Quanto maior essa variação, mais relaxado você está”, explicou Teemu.

Para o biohacker, o dispositivos wearables se tornaram importante aliados neste novo contexto de saúde. “Hoje, estou usando um anel que rastreia meu nível de stress, meus batimentos cardíacos e outras informações, juntando tudo com Inteligência Artificial. Além do anel, também uso um relógio inteligente que gerencia e monitora o meu dia a dia”, exemplificou Arina.

A Apple, por exemplo, oferece dispositivos capazes de medir batimentos cardíacos e detectar possíveis doenças ou mudanças no quadro de saúde dos usuários. No início de 2019, a companhia inclusive recebeu um agradecimento por isso.