“Vai ser normal crianças de 6 anos terem carteiras de bitcoin”, diz especialista

Segundo Gustavo Hess, cofundador da AcX Systems, a moeda promete democratizar valor

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Por Isabela Borrelli

7 de novembro de 2017 às 14:30 - Atualizado há 2 anos

Bitcoin

O segundo palestrante a subir no palco do Bitcoin Conference, maior conferência sobre criptomoedas já feita no Brasil, foi Gustavo Hess, cofundador da AcX Systems e especialista em bitcoin e blockchain. O palestrante contou como ele conheceu a moeda e o porquê resolveu se especializar no assunto, assim como de que forma a moeda pode mudar o mundo.

“O bitcoin nos faz voltar para o início e repensar o que é dinheiro”, afirmou ele. De fato, trazendo uma nova proposta – uma moeda digital descentralizada, transparente e altamente segura – o bitcoin trouxe discussões muito importantes sobre o assunto. Para Hess, o nosso sistema monetário atual não funciona e sua aposta é ainda mais ousada: a democratização total do valor.

Nesse cenário, crianças de seis anos já terão carteiras de bitcoin e farão transações constantemente. “A internet assustaria qualquer pessoa há alguns anos em relação à democratização da informação. O que a internet trouxe para a informação, de saber tudo em todo lugar por pessoas que não necessariamente se sabe quem é, o bitcoin está trazendo para o valor”.

Além da revolução que o bitcoin está trazendo, Hess também comentou a questão da velocidade da moeda. Como para realizar uma transferência via blockchain demora cerca de uma hora, o uso da moeda para pagamentos ainda é questionável. “Hoje, realmente é mais fácil pagar com cartão de crédito, pois a tecnologia ainda é muito nova e o blockchain tem problema de escalabilidade”.

Ainda assim, Gustavo revela otimismo e acredita que com alguns avanços da tecnologia, o bitcoin terá grandes chances de substituir não só as formas convencionais de pagamento, como as próprias instituições bancárias que conhecemos hoje.