Thoughtworks: a empresa que (quase) não tem área de recursos humanos

A empresa de software distribui a responsabilidade de recrutamento e jornada de trabalho para os próprios colaboradores

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

13 de dezembro de 2017 às 11:02 - Atualizado há 2 anos

A ThoughtWorks participou da Corporate Startup Innovation Conference da StartSe que aconteceu hoje. Karen Sandhof, COO da ThoughtWorks no Brasil, trouxe em pauta algo considerado por muitos uma utopia: uma empresa sem departamento recursos humanos.

A ThoughtWorks é uma empresa de criação de softwares presente em diversos locais do mundo. Entre suas características, a empresa possui uma muito diferente: não há recursos humanos. O motivo é simples – a empresa não considera pessoas como recursos. “Cada pessoa é um conjunto de características que tem a ver com competências, habilidades, experiências e competências”, comentou Karen Sandhof no evento.

Na empresa, as pessoas são responsáveis pela própria jornada e por participar das jornadas dos colegas. “Dentro do nosso processo de recrutamento, todos os ThoughtWorkers são possíveis recrutadores. As pessoas só entram na empresa se todos os envolvidos no recrutamento, uma média de 10 pessoas, aprovarem o candidato”, afirmou. Para a empresa, isso faz com que a responsabilidade sobre pessoas torne-se coletiva, e os colaboradores passam a ter noção da importância de conhecer e lidar diretamente com os colegas.

Essa estrutura organizacional é o que torna o sistema de recursos humanos clássico não tão necessário. É claro que a empresa ainda possui funcionários que olham para cada colaborador, mas essa responsabilidade ainda recai sobre o coletivo segundo o mindset da ThoughtWorks.

E, para a COO da empresa, a ThoughtWorks valoriza o resultado e eficiência acima de qualquer estrutura. E os resultados foram bons: houve o crescimento de 30 a 40% em receita de headcount.

A ThoughtWorks traz o diferencial de um olhar humano para os colaboradores enquanto é uma empresa de software, voltada para a tecnologia. “Mais do que nunca, precisamos de pessoas. Apesar de falarmos sobre automação, o ser humano precisa estar ali. É o ser humano quem desenvolve a máquina e é para ele que delegamos a responsabilidade das decisões que a máquina vai tomar”, finalizou Karen Sandhof.

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