Tesla pode perder o protagonismo na indústria, como aconteceu com a Ford

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

16 de janeiro de 2018 às 11:19 - Atualizado há 3 anos

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Há cerca de um século, a indústria automobilística ainda dava seus primeiros passos quando passou por uma mudança avassaladora: a criação da Ford. O empreendedor Henry Ford tornou-se um dos homens mais ricos do mundo pois desenvolveu a produção a linha de montagem, o que fez os carros serem produzidos em escala e com um preço mais barato – você já deve ter ouvido falar do fordismo.

Ninguém imaginava que um dia a Ford poderia perder seu protagonismo, mas aconteceu. Quando a Ford surgiu, a General Motors era uma massa desorganizada de várias marcas. Isso mudou quando Alfred Sloan tornou-se presidente da General Motors em 1920, reestruturando a marca e tornando-a a corporação que conhecemos hoje.

Com o tempo, a General Motors ganhou força no mercado porque oferecia carros de valores e propósitos variados. A Ford não oferecia na época, pois seu carro mais famoso – e produzido em larga escala – foi o Model T na cor preta.

A General Motors tornou-se a número 1, pois condizia exatamente com o mindset de consumo americano na época. À Ford, antes líder e sem grande concorrência, ficou resignado o segundo lugar.

Tesla entra no jogo

Em 2003, a Tesla foi criada, baseada totalmente no conceito de veículos elétricos. O primeiro carro lançado pela empresa foi o Roadster, em 2008.

Ao mesmo tempo, em 2009, a General Motors passava maus bocados, chegando a falência e tendo sido ajudada pelo governo americano. Um ano depois, a General Motors e a Tesla realizavam uma oferta pública de ações. As ações da Tesla chegaram a 1000%, enquanto a General Motors experimentou o crescimento de 34%.

Atualmente, a Tesla é a pioneira no seu setor – carros elétricos – justamente por ter investido quando ninguém mais o fazia. Quando surgiu, a proposta dos engenheiros da empresa era provar que veículos elétricos podem ser melhores, mais rápidos e mais divertidos do que carros movidos à gasolina.

Com a aceitação da Tesla pelos consumidores e por alguns países como China, Índia, França e Reino Unido estarem impondo deadline para os carros movidos a combustível, outras fabricantes automotivas começaram a olhar para a eletricidade com outros olhos. E a General Motors é uma delas – a empresa já lançou carros elétricos e anunciou que lançará mais 20 modelos em seis anos.

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O que a General Motors fez com a Ford há um século foi aproveitar da inovação trazida pela marca, aprimorando-a e lucrando, oferecendo exatamente o que a população desejava. A Ford tomou o risco de ser a pioneira, e a General Motors lucrou com isso. Agora, há quem diga que o mesmo acontecerá com a General Motors e a Tesla.

A General Motors apresenta-se como uma ameaça para a Tesla devido ao seu poder de manufatura. A empresa é uma corporação, com muitas fábricas ao seu dispor, enquanto a Tesla possui apenas uma fábrica.

A Tesla é pioneira nos carros elétricos e até nos autônomos, já tendo desenvolvido e até lançado alguns níveis dessa tecnologia. Enquanto desenvolver novas tecnologias automotivas é algo em que a Tesla se destaca de qualquer concorrência, a dificuldade de escalar os produtos paira no ar. Em 2017, a empresa não bateu a quantidade de carros produzidos esperada, e mudou a meta para esse ano.

Concorrência em carros autônomos

Enquanto planeja e lança os próprios veículos elétricos, a General Motors também está trazendo iniciativas concorrente à Tesla no setor dos carros autônomos. Atualmente todos os carros da Tesla possuem a tecnologia de se “autodirigir” – é uma tecnologia semiautônoma, de nível 2.

Mas recentemente, a General Motors divulgou que lançará um carro autônomo que não querer um humano dirigindo – e nem é possível, já que o carro não possui volante ou pedais. A novidade representa uma tecnologia autônoma de nível 5, o que já demonstra um avanço em relação às lançadas pela Tesla.

É claro que a Tesla não está ficando para trás, e já divulgou o lançamento do seu caminhão autônomo. A empresa planeja lançar uma pick-up e um SUV pequeno, além de um novo carro esporte. Agora, a empresa precisa se cuidar – já que a General Motors está chegando, e está trazendo uma força de escala que a Tesla ainda não possui. A empresa pode enfrentar uma concorrência que, tal como a Ford, a fará perder seu protagonismo e torná-la a número 2 em referência dos carros elétricos e autônomos.

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(Via Business Insider)