Tecnologia poderá tornar a Black Friday obsoleta nos próximos anos

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

21 de novembro de 2017 às 16:34 - Atualizado há 3 anos

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Não é de hoje que a tecnologia torna práticas obsoletas. Lembra-se quando, para comprar um produto, fazíamos pesquisas pessoalmente de loja em loja? O objetivo era obter o melhor preço possível. Hoje, ao comparar preços, é natural que pesquisemos em e-commerces e buscadores – mesmo que seja para finalizar a compra em uma loja física depois (evitando frete e tempo de entrega).

Agora, a tendência é que a tecnologia torne possível a venda de produtos por preços competitivos todos os dias do ano. E isso é algo bom para os lojistas e clientes – os clientes comprarão produtos pelo preço desejado na época que precisam (sem esperar pela Black Friday) ou varejistas poderão oferecer produtos de acordo com seus negócios.

Como qualquer mudança à longo prazo, não acontecerá da noite para o dia. Mas é o uso da internet que tornará isso possível, a cada vez que for utilizada. E ela está sendo. Hoje, além de compararmos preços e comprarmos na internet, ela também é um fator decisivo pois encontramos resenhas sobre os produtos. Há um mercado que gira em torno desse nicho – os influencers, por exemplo – e é tudo baseado na internet.

Mas o que a internet gera quando é utilizada? Dados. Todos os dias, ao acessarmos e comprarmos em e-commerce, as lojas recebem nossos dados e compilam. Ao realizar tarefas simples, como comprar uma camiseta, não percebemos que estamos ajudando a empresa acumular dados valiosos.

Os dados, quando compilados e analisados por bons softwares, trazem um diagnóstico certeiro de quem é o público, o que compra e o que deseja comprar. É por isso que Black Friday pode acontecer todos os dias, em breve – com a análise de dados, as ofertas dos varejistas ficarão cada vez mais assertivas. Com preços competitivos, não importará mais se é Black Friday ou não – o consumidor fará a compra. Não será mais necessário aguardar meses pelo dia em que tudo estará em promoção.

A análise de dados trará uma eficiência para todo o mercado. Conhecendo o perfil e desejo de seus clientes, o varejista saberá o quanto seu cliente pode pagar por isso e aí, estabelecer um preço competitivo. Deliveries serão mais rápidos porque as empresas não colocarão veículos demais (ou de menos) nas ruas. Varejistas saberão quantos produtos pedir para não criar um grande estoque ou ter falta de produtos.

Empresas saberão quantos empregados, matéria-prima e o preço que deverá ter para atender às demandas dos consumidores. Já os consumidores comprarão seguros de que estão fazendo a escolha certa – mesmo depois da pesquisa de preços, pois o mercado estará alinhado.

A Black Friday é um fenômeno relativamente novo no Brasil, se comparado aos Estados Unidos, onde foi criado. Hoje, é uma data aguardada ansiosamente por consumidores e varejistas. Para os varejistas, a expectativa de lucro no comércio eletrônico, por exemplo, é de R$ 2,5 milhões, segundo a ABComm. Pode ser assustador pensar que essa data pode acabar, mas é necessário pensar que o mercado está em constante mudança. E, no momento, a tecnologia pode nos levar para um patamar de Black Friday o ano todo. Para mais discussões sobre como a tecnologia influencia no varejo, participe da maior conferência do país sobre Retailtech.