Steve Jobs montou time de “piratas” para inovar gastando muito menos

Da Redação

Por Da Redação

15 de junho de 2018 às 08:34 - Atualizado há 2 anos

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“Inovação não tem nada a ver com quantos dólares você gasta”, disse Steve Jobs. Essa é uma frase que todo empreendedor (ou todo executivo de grande corporação) deveria ter em mente.  Inovação, diria Jobs, é o resultado das pessoas que você tem, junto com a forma que você os lidera e quanto você consegue espremer disso.

Essa mentalidade certamente foi útil para a Apple. Na época em que a companhia fez uma de suas principais inovações, o Mac, a IBM – uma de suas principais concorrentes – gastava cerca de 100 vezes mais dólares para inovar. Mas a Apple conseguiu inovar com muito menos e criou um aparelho que iria revolucionar.

Além disso, algumas das grandes inovação da Apple vieram quando a companhia estava próxima de falir (e portanto, sem muito dinheiro): o iMac e o iPod, ambos produtos sensacionais que ajudaram a empresa a retomar o caminho de crescimento e fizeram a fundação que permitiu a empresa criar o iPhone e o iPad.

Como ele fez isso?

Em um ambiente privado de capital para investimento, a Apple sempre contou com algumas regras e a visão de seu antigo líder, morto em 2011. Grupos pequenos de pessoas trabalhavam em cada projeto (mas garantia-se que existe um “excesso de talento” em cada uma dessas equipes) e eram chamados de “piratas”. A ideia era fazer que cada grupo fizesse um produto espetacular, indo de acordo com a gigantesca visão de Steve Jobs.

Havia um direcionamento exemplar, que permitia fazer muito mais com menos. Dentro da Apple de Steve Jobs, haviam sete regras para inovação: as pessoas deveriam amar o que faziam, procurar fazer diferença no universo, conectar coisas aparentemente desconexas, focar em fazer produtos simples, criar experiências excepcionais, ter uma boa mensagem em cada produto e vender sonhos, não produtos. Combinadas, essas sete regras resultavam em inovações sensacionais.

Apple de hoje…

Com a morte de Steve Jobs cinco anos atrás, um novo CEO foi escolhido para a companhia, Tim Cook, o principal executivo da Apple. Contudo, ele é um executivo oriundo de linhas de produção especialista em reduzir o custo de produção dos aparelhos. Não é exatamente alguém que tenha uma visão de inovação.

Não é de se surpreender, portanto, que a Apple tenha diminuído o ritmo de inovações (sua melhor mudança no iPhone nos últimos anos foi copiar a tendência de aparelhos cada vez maiores, por exemplo) enquanto aumenta o dinheiro gasto. A companhia hoje gasta cerca de US$ 2,5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento por trimestre, contra US$ 426 milhões gastos no ano em que apresentou o iPad – sua última invenção de sucesso.

Algo parecido aconteceu com a Microsoft, quando Bill Gates deixou o comando. Seu principal executivo, Steve Ballmer, assumiu a empresa. Uma máquina de vendas, Ballmer fez as receitas da empresa praticamente triplicarem no período em que comandou a empresa, mas acabou perdendo o timing de algumas das principais inovações da última década, como o mobile. Como consequência, a Microsoft tem participação ínfima neste mercado. A companhia só voltou a ser uma grande inovadora depois que mudou novamente de CEO, para Satya Nadella, que é uma pessoa de visão inovadora.

Piratas do nosso tempo

Mas como tratar inovação com um orçamento baixo atualmente? Bom, uma solução para grandes empresas é trabalhar com startups (conheça o que é uma startup aqui). Há uma lista extensiva de startups brasileiras na Base do StartSe.

Cada pequena empresa dessas é como um grupo de piratas do Steve Jobs, independente, buscando uma nova inovação que lhes faça sentido. A Apple já entendeu a importância de trabalhar com estas companhias e usualmente realiza aquisições de startups para incorporar as tecnologias que elas estão desenvolvendo (e os talentos que lá trabalham). O preço da aquisição varia de poucos mil dólares até cerca de US$ 200 milhões por uma startup mais avançada. Com este tipo de aquisição e parcerias, a Apple, desde a época de Jobs, consegue economizar muito esforço.

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