Startup usa visão computacional para trazer inteligência ao varejo

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Por Lucas Bicudo

29 de novembro de 2017 às 16:37 - Atualizado há 3 anos

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A Ocado está entre os maiores revendedores de supermercados online do mundo e há muito abraçou tecnologia e automação para agilizar suas operações. Os centros de atendimento ao cliente (CFS) – que são armazéns maciços onde as encomendas são processadas e embaladas – usam transportadores, guindastes e robôs automatizados para que uma pessoa faça o envio do pedido. Agora a rede está testando um novo sistema de colheita e embalagem, que usa visão computacional para determinar o melhor mecanismo de captação para transferir bens.

A empresa tem um trabalho expressivo em automação, mas a escolha pelo produto e a embalagem ainda são realizadas por humanos, simplesmente porque a delicada natureza de lidar com produtos frágeis ou fáceis de derrubar requer um toque mais gentil. Mas isso poderia mudar mais cedo e não mais tarde – no início deste ano, a Ocado demonstrou um braço robótico que pode pegar e embalar frutas.

Nos últimos 18 meses, a rede veio trabalhando no seu laboratório de robótica com um novo sistema, que pode identificar a melhor maneira de segurar itens e movê-los diante do espaço de um armazém. Ao invés de treinar um sistema para reconhecer itens individuais – o que levaria uma quantidade significativa de tempo para um varejista de supermercado que vende mais de 50 mil produtos diferentes – a empresa se concentrou em construir um sistema versátil, capaz de se adaptar a novas situações e ambientes. Isso é realmente vital quando você considera que, além do grande número de mercadorias processadas, as marcas também podem alterar sua rotulagem e alguns produtos – como as bananas – não são apenas uniformes pela natureza.

Para os mais otimistas, uma revolução. Aos pessimistas, o apocalipse. Seja como for, o varejo está passando por mudanças. Justamente por isso, a StartSe está promovendo o RetailTech Conference, para discutir como as startups estão transformando o setor no Brasil e no mundo. É um evento de troca, onde os palestrantes compartilham suas experiências e os participantes interagem o tempo todo.

As “estações de seleção” constituem uma linha de montagem, onde as caixas de mercadorias são entregues por transportadores para um ponto específico – e é aqui que o robô transfere os itens relevantes das caixas de armazenamento para as caixas de entrega vinculadas ao cliente. O braço robótico apresenta uma ventosa conectada a um tubo, que por sua vez está conectado a um compressor de ar.

Mas não haverá o perigo de que o robô coloque um monte de latas pesadas em cima de um pão mole? Aparentemente não. A empresa desenvolveu um algoritmo que “sequencia os itens” para evitar esse tipo de situação. O sistema já foi testado em uma “grande variedade de itens”, que a Ocado estima de forma conservadora em “milhares”.

A robótica e a automação estão se espalhando por muitas facetas da vida cotidiana – e o domínio da tecnologia no varejo não é diferente. No início deste mês, a startup Bossa Nova levantou US$ 17,5 milhões para escalar seus robôs de monitoramento de inventário nas prateleiras das lojas.

Confira esses vídeos:

(via VentureBeat)

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