Software que ajuda na prevenção de ataques cardíacos é aprovado nos EUA

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de fevereiro de 2018 às 10:31 - Atualizado há 3 anos

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O conjunto de doenças cardiovasculares formam a principal causa de morte no mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos no Brasil. Por ser algo repentino e por vezes fulminante, a resposta ao infarto precisa ser rápida. Imagine se pudéssemos prevê-lo? A Plataforma Clínica WAVE traz essa solução verificando padrões nos dados de monitoramento dos pacientes que não são reconhecidos facilmente por humanos.

A FDA, agente regulador de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, aprovou uma tecnologia capaz de prever infartos ou falhas respiratórias. O software analisa os dados dos pacientes monitorados em hospitais para detectar qualquer anormalidade até 6 horas antes de acontecer um infarto. O sistema calcula o risco, dando tempo – algo preciosíssimo nessa questão – para alertar médicos ou enfermeiros.

“Hoje em dia, os serviços de saúde estão atravessando uma tempestade perfeita: as pessoas vivem mais anos, mas têm mais doenças crônicas. E muitos dos médicos com mais experiência estão se aposentando”, disse Lance Burton à BBC Mundo. Burton é diretor-geral da ExcelMedical, empresa que desenvolveu o algoritmo.

Prever possíveis acontecimentos e dar o alerta aos médicos é importantíssimo para que prestem mais atenção no paciente específico ou tentem remediar o caso. “Nós, humanos, não podemos processar toda a informação de um paciente. Fica muito difícil poder saber quando ele irá piorar”, disse Burton.

O software analisa o ritmo cardíaco, respiratório, pressão sanguínea, temperatura e oxigenação de cada paciente. Não é utilizado nenhum equipamento específico, pois o software aproveita-se dos sistemas já existentes nos hospitais. O trabalho do algoritmo não é de monitoramento, mas de análise.

A equipe tem acesso aos dados em tempo real através de aplicativos em celulares, tablets ou computadores. Portanto, é possível que os profissionais monitorem os pacientes mais críticos mesmo sem estar presente no mesmo cômodo. O software Visensia Safety Index classifica o status dos pacientes de 0 a 5. O alerta aparece aos médicos e enfermeiros surge quando o nível 3 é atingido.

Foram realizados testes no Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, no qual seis pacientes que não utilizavam o WAVE morreram inesperadamente em 8 semanas, e os monitorados pela tecnologia permaneceram bem.

Ao menos por enquanto, o software só é capaz de auxiliar pacientes que já estão sendo monitorados no hospital, pois utiliza os dados que são coletados em tempo real.

“Queremos ajudar especificamente aqueles que morrem de maneira inesperada, que sofrem uma piora seja por complicações após uma operação de rotina ou devido ao efeito de certos medicamentos”, comentou Lance Burton.

O próximo passo da empresa é desenvolver algoritmos para monitorar e ajudar na prevenção da septicemia – infecção generalizada. Atualmente, existe uma startup brasileira que já realiza esse trabalho, a Laura Networks.

A tecnologia tem se mostrado cada vez mais um facilitador no ofício de médicos e enfermeiros, aumentando inclusive a qualidade de vida dos pacientes. Para conhecer como a tecnologia está afetando a saúde através de empresas e startups, leia o nosso e-book gratuito.

(Via G1)

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