As semelhanças – e a principal diferença do Bitcoin e as tulipas

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

11 de dezembro de 2017 às 11:15 - Atualizado há 3 anos

Logo ReStartSe

Inscreva-se para o maior e mais audacioso evento de inovação, tecnologia e transformação digital já feito na América Latina. 30 dias que vão mudar sua visão de mundo, dos seus negócios e da sua carreira.

Online e totalmente gratuito - 01 a 30 de outubro/2020

No século XVII, a Holanda viveu uma bolha especulativa originada pela alta dos preços das tulipas (sim, a flor). Agora, pessoas têm comentado que o bitcoin e a bolha da flor possuem muito em comum.

O discurso ao redor da criptomoeda tem sido apaixonado de um lado e incrédulo, de outro. O CEO do Banco JP Morgan foi uma das pessoas que associou ao Bitcoin às tulipas, afirmando que a moeda é ainda pior e “uma fraude que eventualmente explodirá”. Seu comentário foi feito no meio de setembro e, desde então, o preço do Bitcoin disparou 268%. Já no caso das tulipas, a alta chegou a ser de 1.100% em um mês.

“Como o Bitcoin, as tulipas se tornaram popular ‘por causa de sua estranheza e raridade’ e porque eram novas, advindas do Império Otomano no fim do século 16”, afirmou Andrew Kenningham, chefe de economia global na Capital Economics, em uma nota para seus clientes. Fora isso, a utilidade era bastante baixa (contrastando com o poder altamente transformador do Bitcoin).

Além da rápida ascensão, outra semelhança entre a criptomoeda e a flor é que ambas atingem apenas parte da população – a que possui alto poder aquisitivo. No começo, as tulipas faziam parte das transações entre a elite e aristocracia, os únicos que podiam pagar seu alto preço. No começo, o bitcoin era algo mais acessível – mas a ascensão meteórica da criptomoeda (que chegou a mais de US$ 10 mil por unidade) tornou-a uma moeda de troca para poucos.

No entanto, o Bitcoin ainda é considerado um pequeno ativo (e uma bolha “insignificante”), com o valor de mercado de US$ 240 bilhões, segundo o CoinMarketCap.com. Se de fato o Bitcoin for uma bolha e estourar, produzirá 0,6% do efeito de uma bolha no mercado de ações, segundo Kenningham.

Andrew Kenningham ainda afirma que, em caso de queda no valor da moeda, apenas as pessoas que compraram Bitcoin no momento errado “sentiriam essa dor”, mas que instituições financeiras provavelmente apenas dariam de ombros. Isso aconteceria porque o preço do Bitcoin não tem nenhuma relação com outros ativos de capital de risco.

E isso foi, de fato, o que aconteceu na Holanda na época da bolha das tulipas. Apesar da criação de comissões especiais para lidar com a falência de alguns cidadãos, a Holanda como país continuou a prosperar e ser uma das principais economias europeias.

Mas, apesar das semelhanças, não há como prever o futuro da criptomoeda. Uma diferença entre o Bitcoin e a tulipa é que a flor não trouxe uma nova maneira de fazer negócios e transações – no caso, as trocas são totalmente online pela blockchain. Independente do que acontecerá, o mundo conheceu um ativo da Nova Economia que trouxe mudanças na nossa forma de encarar o dinheiro.

Além disso, outra novidade trazida pela criptomoeda é que ela não é regida por nenhum governo. Como essas mudanças impactarão em nossas vidas a curto e longo prazo serão discutidas no evento 2018 – a Revolução da Nova Economia.

(Via Business Insider)

Participe do maior censo de startups do Brasil! Não deixe de entrar no grupo de discussão da StartSe no Facebook e de inscrever-se na nossa newsletter para receber o melhor de nosso conteúdo!

E caso você tenha em patrocinar os eventos da Startse, entre em contato no patrocinio@startse.com.

[php snippet=5]