Se você se interessa em mudar o mundo e transformá-lo em algo melhor, leia

Da Redação

Por Da Redação

25 de agosto de 2016 às 16:10 - Atualizado há 4 anos

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Larry Page leu a biografia de Nikola Tesla quando era bem pequeno e entendeu que se quisesse mudar o mundo e fazê-lo um lugar melhor, era necessário que suas invenções também fosse negócios de sucesso. E em uma era de tantos idealismos, essa é uma regra que precisa ser seguida pelos empreendedores e inventores.

Regra número 1 dessa história: o seu produto baseado idealismo não é o suficiente para mudar o mundo só por ser melhor para a humanidade de maneira geral. Os padrões de consumo são outros. E não adianta achar que vai fazer diferente.

“Quase ninguém deixa de usar um produto só pelo bom senso”, explica Pedro Waengertner, CEO da aceleradora ACE. Ou seja, as pessoas vão continuar consumindo os produtos que desmatam, poluem, acabam com o meio-ambiente… desde que sejam as melhores opções para elas.

O caminho para mudança é convencer as pessoas que aquele “produto que ajuda a humanidade” é melhor do que os produtos que não ajudam. Concorrência, direta. “Você precisa atrair pela viabilidade econômica e qualidade do produto”, afirma Pedro.

Um grande exemplo é o Tesla, que entendeu que precisava de carros que fossem objeto de desejo para que as pessoas pudessem consumi-los ao invés de ir atrás de Ferraris, Lamborghinis e outros beberrões. “A era do petróleo não vai acabar por conta da poluição, vai acabar pois a Tesla fez carros sensacionais”, continua Waengertner.

Hoje, a Tesla se prepara para ter quatro modelo em breve: o sedan S, costumeiramente avaliado como um dos melhores da categoria, com o luxo de uma Mercedes-Benz, o popular 3, barato e acessível para a vasta maioria da população norte-americana, a SUV X, com portas que se abrem como asas de falcão e o futuro modelo Y, que pouco se sabe – talvez uma SUV com possibilidade de ser uma picape.

Até o nome deles, posto lado a lado forma o que a companhia entendeu que precisaria ser para mudar o mundo: SEXY. A companhia começou com o Roadster, um esportivo elétrico capaz de competir com as máquinas alimentadas por gasolina mais rápidas do mundo. Era necessário fazer com que as pessoas desejassem ter o carro elétrico para mudar – por mais que houvesse uma minoria que preferiria andar com um Fiat Uno elétrico só por ser elétrico (ei, nada contra o Uno, mas a grande maioria das pessoas prefere uma Ferrari, certo?).

Um outro problema é o consumo de carne em larga escala: não é bom para o meio ambiente e nem para a saúde das pessoas, além de ter o dilema moral da criação de animais para o abate e consumo humano. “Do mesmo jeito, quase ninguém vai deixar de consumir carne para salvar as vaquinhas. Na teoria é legal”, afirma Pedro.

Se por um lado sabemos dos problemas (e, muitas vezes, até nos sentimos mal por conta deles), o consumo de carne é elevadíssimo e poucas são as pessoas que largam a carne só para impedir o abate dos animais. Motivo: não existe substituto no mesmo nível. “Agora, na prática, adoramos um bife e não vamos largar”, destaca Pedro.

Por isso, iniciativas como o Impossible Foods (que fez um hamburger relativamente parecido com carne de verdade) é que realmente vão mudar o mundo, e não aquela carne de soja com cara de carne de soja. “Hamburger vegano não tem gosto de carne. Agora, este, da Impossible Foods, tem aparência, suculência e gosto de carne. Isso engana o cérebro”, explica.

Com o produto no mesmo nível do que ele tenta substituir, o usuário tem uma tendência a escolher o que não faz mal para o meio-ambiente e não mata os animais – efetivamente, fazendo do mundo um lugar melhor. “Agora ninguém vai mais precisar matar as vaquinhas, problema resolvido”, termina.

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