Robô maestro rege orquestra com Andrea Bocelli e Maria Luigia Borsi

Chamado YuMi, ele foi construído pela gigante suíça ABB, e já era famoso por sua capacidade de realizar tarefas que exigiam habilidades motoras específicas

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Por Lucas Bicudo

13 de setembro de 2017 às 14:55 - Atualizado há 2 anos

Na última terça-feira, a Orquestra Filarmônica de Lucca apresentou-se frente a uma multidão no Teatro Verdi, em Pisa, na Itália. O renomado tenor Andrea Bocelli participou, assim como a soprano Maria Luigia Borsi. Por si só isso já era o suficiente para um grande espetáculo, mas tem um detalhe nessa história que nos interessou muito: o maestro era um robô.

Chamado YuMi, ele foi construído pela gigante suíça ABB, e já era famoso por sua capacidade de realizar tarefas que exigiam habilidades motoras específicas, como passar a linha em uma agulha, usando seus dois braços.

A apresentação nessa semana foi parte do primeiro Festival Internacional de Robótica. O robô possui pulsos, cotovelos e ombros, que lhe dão ampla liberdade de movimento – esse que é fluido, semelhante ao de um ser humano. Além disso, está equipado com 30 sensores que percebem o mundo em 3D. Ele pode ser treinado para tarefas como ordenar objetos ou colocar parafusos, por exemplo, sem qualquer conhecimento de codificação.

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Treinar o bot exigiu colaboração entre a ABB e o maestro Andrea Colombini. O YuMi usa um processo chamado de “lead through”, que aprende fisicamente ao invés de ser programado no software de back-end. O músico italiano usou seus próprios braços para guiar YuMi através de “La Donna è mobile” e várias outras músicas realizadas na terça-feira. O robô gravou e lembrou os movimentos de Colombini – os engenheiros da ABB então os ajustaram.

A ABB, juntamente com a alemã Kuka e as japonesas Fanuc e Yasukawa Electric, são os quatro maiores players do mercado de robótica mundial, uma indústria que deverá valer US$ 33,8 bilhões até 2025.

Ao contrário de uma pessoa, porém, o robô não responderá à forma como a orquestra tocará: a seção de percussão não receberá ondas enfáticas da batuta se atrasar e um violoncelista que perdeu uma nota não terá um olhar severo.

Confira um vídeo:

(via Business Insider)

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