Representatividade Feminina na Tecnologia é foco no mês da mulher

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Por Beatriz Bevilaqua

6 de março de 2018 às 12:13 - Atualizado há 3 anos

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Para homenagear as mulheres no mês da mulher, o Mastertech vai passar o mês de março trazendo números, denúncias e cenários que afastam as meninas do mundo da tecnologia. O primeiro vídeo traz o cenário da área de tecnologia em números, mostrando como ainda estamos muito longe de termos um equilíbrio de gênero tanto nos cursos superiores como nos times de tecnologia de grandes empresas e pode ser visto aqui.

Mais três vídeos serão divulgados durante todo o mês de março, e neles serão expostas diferenças salariais, preferência por gênero masculino em vagas de emprego, e a realidade de meninas que escolheram participar da jornada de transformação que a tecnologia pode oferecer. Os vídeos serão divulgados todas as segundas-feiras no Facebook da empresa, que tem como objetivo levantar uma discussão sobre a diferença de gênero no cenário de tecnologia e alertar para uma transformação.

Nesta série de reportagens sobre as mulheres da tecnologia, conversamos com a talentosa cientista da computação, Keilla Menezes, 33 anos. Ela é apaixonadíssima pelo que faz, mas já passou por situações de sexismo e até mesmo racismo: “Além de mulher, sou negra. Ocupo espaços que não são normalmente preenchidos por negras. É preciso desconstruir o estereótipo do perfil de um programador. Ele não tem sexo, não tem cor. Um desenvolvedor é alguém com a capacidade de resolver problemas através de abstrações, de maneira organizada. A lógica matemática é o caminho através do qual construímos as soluções. Escrever códigos é só uma parte do trabalho; pensar em como resolver um problema é muito mais importante e ter bem claro como fazê-lo é que guiará a construção da sua solução”, explica.

Além dos conflitos de gênero, a mulher muitas vezes enfrenta a maternidade no meio do caminho. Este é um baita desafio para quem quer conciliar trabalho e família. Silvia Coelho, 45, engenheira elétrica e migrando para a área de TI, contou um pouco como a carreira foi impactada pela maternidade. Ela perdeu contato com seus colegas de profissão e com o que estava acontecendo no mercado tecnológico. Além disso passou de criadora de soluções para usuária dos produtos – perdeu completamente a confiança na sua capacidade técnica. Apesar do cenário desanimador e muito medo de recomeçar, passou a participar de eventos, workshops, oficinas nas mais diversas áreas. Precisou de coragem para ouvir, ver e aprender com os mais jovens. “Nesse caminho, conheci iniciativas incríveis de capacitação de mulheres para as áreas de TI, como a Reprograma e PrograMaria. Foi o que abriu meus olhos. Somos poucas nesse espaço. Não vou ser mais uma a desistir. Hoje, me aproprio do que eu sou além de mãe, eu sou uma Mestre em Engenharia Elétrica e tenho muito orgulho disso”, explicou.

Nessa jornada de retorno, ela tem encontrado mulheres com vontade de atuar na área e percebe que a maior barreira não é o conhecimento técnico e sim a autoconfiança. Para Silvia, muitas não se sentem seguras e capazes de seguir uma carreira dominada por homens. Encaram como algo muito distante e inatingível. “Acredito que seja um processo que começa ainda na infância em que não somos estimuladas como os meninos, não nos fortalecemos para acreditar que essas áreas sejam para meninas também. Já na fase adulta, o estrago está feito. As mulheres, na maioria, têm medo até de começar, acham tudo difícil sem ao menos tentar. Eu digo para essas mulheres que se eles podem elas também podem programar. Pode ser mais difícil, sim. Exige esforço, dedicação e paciência, mas vale a pena”, enfatizou.

Já Keilla deixa uma mensagem final para as meninas que querem entrar para a área. “Se o medo é de não conseguir realizar esse sonho, saiba que tem várias pessoas dispostas a te ajudar. Vá em eventos, participe de grupos, encontre uma comunidade que a acolha. E se sente esse frio na barriga quando se depara com tantos desafios, você está no caminho certo, afinal se seus sonhos não te assustam, eles não são grande o bastante”.

Sugestão de Evento em Março

No dia 17 de março, sábado, a partir das 14h, estarei mediando o painel “Mulheres da Tecnologia: sim, elas fazem a diferença”, edição em São Paulo. Serão várias convidadas especiais e conto com a presença de todas vocês! Quem quiser saber mais, só clicar aqui. =)

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