Recargas sem fio podem se tornar uma realidade para carros elétricos

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Por Lucas Bicudo

22 de junho de 2017 às 11:22 - Atualizado há 3 anos

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As limitações atuais dos carros elétricos são geralmente seu alcance e tempo de recarga, mas agora uma descoberta física pode resolver esses problemas.

Em um estudo publicado na Nature, pesquisadores de Stanford descobriram como transmitir cargas elétricas sem fio para um objeto em movimento. A equipe transmitiu 1 mililitro de carga, 10 milhões de vezes menos do que o necessário para operar um carro elétrico – um passo pequeno, mas promissor.

“Nós ainda precisamos aumentar significativamente a quantidade de eletricidade que está sendo transferida para carregar carros elétricos”, disse Shanhui Fan, professor de engenharia elétrica e autor sênior do estudo. “Além de avançar o carregamento sem fio de veículos e dispositivos pessoais como celulares, nossa nova tecnologia pode também desencilhar a robótica da fabricação”.

Atualmente, você precisa de várias horas para recarregar completamente as baterias de um carro elétrico. Com a nova tecnologia, você não precisaria parar nunca para carregar. Isso aconteceria enquanto você estivesse dirigindo.

Carro elétrico é uma das pautas mais quentes do Vale do Silício, onde a faculdade de Stanford se encontra. Você conhece a região? Montamos o e-book: “Conheça o Vale do Silício“, para te ajudar a entender como as coisas funcionam em um dos maiores centros de inovação do mundo.

A tecnologia bebe na fonte de uma experiência parecida do MIT, em 2007. A configuração original foi baseada em ressonâncias magnéticas. A carga elétrica é transmitida usando um campo magnético oscilante. Esta configuração exige que os circuitos de carregamento estejam em alinhamento e requer ajuste, feito manualmente se qualquer um for movido.

Seria uma tarefa impossível para qualquer pessoa aperfeiçoar o sistema de forma contínua. Assim, os pesquisadores de Stanford adicionaram um amplificador de tensão e um resistor de retorno. Este ajuste permite que o sistema se adapte automaticamente às mudanças sem qualquer intervenção humana.

“A adição do amplificador permite que a energia seja transferida de forma muito eficiente na maior parte do alcance de três pés, apesar da mudança de orientação da bobina receptora”, acrescentou o autor principal Sid Assawaworrarit. “Isso elimina a necessidade de afinação automática e contínua de qualquer aspecto dos circuitos”.

A chave para mais potência pode ser no próprio amplificador. A equipe usou uma peça de equipamentos com uma eficiência de 10%. Os amplificadores feitos sob encomenda podem ter mais de 90% de eficiência.

“Nós podemos repensar como fornecer eletricidade não só para nossos carros, mas para dispositivos menores “, finaliza Fan. “Para qualquer coisa que possa beneficiar de carregamento dinâmico e sem fio, isso é potencialmente muito importante”.

(via IFLSCIENCE)

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