Realidade aumentada e indústria automotiva: o casamento perfeito!

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Por Lucas Bicudo

24 de agosto de 2017 às 17:09 - Atualizado há 3 anos

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Para que realidade aumenta atinja o mercado de massa, o setor precisa de um rico ecossistema de aplicativos, conteúdos e dispositivos capazes de lidar com a tecnologia. O hardware, por exemplo, está longe de estar pronto. É verdade que a implementação de RA nos smartphones e tablets já obteve resultados positivos, mas nada disruptivo. Os wearables não são uma opção, pois é quase impossível empurrar o alto desempenho de renderização, a conveniência e a imagem de boa qualidade em um pequeno fator de forma. Plataformas como o ARKit ainda precisam de hardware avançado para performar.

A resposta está no setor automotivo: os carros já possuem superfície transparente suficiente para se tornarem uma plataforma de hardware ideal para projetar com clareza realidade virtual. Mais cedo ou mais tarde, a indústria automotiva será dominada pelas empresas MaaS (Mobility as a Service).

Uber, Lyft, Didi, 99 e outros já estão ganhando dinheiro com o transporte em vez de vendas de carros. Com soluções autônomas, prevemos que os fabricantes de automóveis continuarão a perder terreno, pois não podem oferecer nada além de commodity. A participação da eletrônica no valor do veículo está crescendo rapidamente. Nos próximos anos, RA se tornará o principal motor desse compartilhamento.

Milhares de desenvolvedores já estão empenhados em oferecer experiências ricas e imersivas através da App Store e do Google Play. No entanto, muitas dessas aplicações não são aplicáveis ​​em situações da vida real, servindo apenas como entretenimento. Na indústria automotiva, a tecnologia pode abrir oportunidades ilimitadas para conteúdo baseado em localização, que atende a objetivos comerciais específicos, tais como: novas funcionalidades de navegação e geolocalização, que ajustam a experiência às condições ambientais em tempo real; gamificação de processos de transporte e entretenimento no carro; e novos tipos de redes sociais – a funcionalidade que o Waze já está explorando.

Confira também: Montamos o e-book: “Conheça o Vale do Silício“, para te ajudar a entender como as coisas funcionam em um dos maiores centros de inovação do mundo.

A questão é: e se o impacto de realidade aumentada no setor vai além dos novos modelos de negócios? No ritmo atual, será um nível de capacidade autônoma a cada dois anos. Audi apresentou recentemente o modelo A8 – de nível 3 – e outras montadoras comprometeram-se a alcançar esse marco até 2018. Os veículos totalmente autônomos estão prometidos para 2025. RA desempenhará um papel social importante, ajudando os usuários a se adaptarem à nova realidade.

Durante a transição, as pessoas terão que aprender a confiar em carros sem motorista. Um passageiro deve em qualquer momento estar ciente do que está acontecendo no carro: por que ele escolhe a pista específica, quais carros estão por aí, quão ocupada é uma ou outra estrada, como a rota está sendo calculada. Não nos esqueçamos das curiosidades simples – a maioria dos passageiros estarão interessados em ver como exatamente um robô faz o trabalho melhor que um humano.

A realidade aumentada é uma maneira natural de visualizar os processos de decisão no carro para que o passageiro se sinta mais seguro e mais confortável. A tecnologia pode combinar vidro com um filme holográfico sobre ele, que funciona como uma lente e reflete apenas certos comprimentos de onda. As pessoas vão olhar através do pára-brisa e terão uma interface interativa.

Isso requer a construção de um novo ecossistema que conecte montadoras, desenvolvedores de software, criadores de conteúdo e, talvez o mais importante, motoristas e passageiros.

(via Venture Beat)

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