Pesquisadores estão desenvolvendo vacina contra gripe em forma de esparadrapo

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Por Lucas Bicudo

28 de junho de 2017 às 17:03 - Atualizado há 3 anos

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Ao contrário da maior parte das vacinas, em que você só precisa tomar uma vez na vida ou periodicamente, a da gripe é necessária anualmente, já que a doença está frequentemente em mutação. Nem todos seguem a recomendação, entretanto. Por preguiça, por medo de agulha, de dor, ou simplesmente por superestimar o vírus. A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 250 mil a 500 mil pessoas por ano morrem de gripe.

Em um esforço para tornar o tratamento mais amplo, simples e diminuir esses números, pesquisadores estão explorando a possibilidade de usar uma espécie de “esparadrapo”, coberto de pequenas agulhas, que é capaz de entregar uma vacina através da pele, em vez de uma injeção – processo mais invasivo. Isso possibilita que as pessoas apliquem em si mesmas e evitem clínicas e consultórios.

Em um teste com 100 pessoas, publicado na última terça-feira (27), esses pesquisadores descobriram que o novo mecanismo era seguro e que poderia gerar uma resposta de anticorpos, o que é fundamental para combater o vírus da gripe.

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“Apesar da recomendação de vacinação universal contra a gripe, o vírus continua a ser uma das principais causas de doença que leva a morbidade e mortalidade. Ter a opção de uma vacina que pode ser aplicada facilmente por você mesmo pode aumentar a cobertura e proteção contra a doença”, declarou o Dr. Nadine Rouphael, primeiro autor do estudo e professor da Escola de Medicina da Universidade Emory, em um comunicado para a imprensa.

Veja como funciona: um “esparadrapo” contendo minúsculas agulhas – tão pequenas que são praticamente indolores – preenchidas com a vacina fica preso à pele. Uma vez nela, os reagentes entram no corpo, preparando-o para combater o vírus. As micro agulhas então se dissolvem e o “esparadrapo” pode ser removido. Dessa forma, não há objetos afiados para descartar.

Esse método não é novo. Cientistas já estão estudando o uso dele como alternativa para injeções de insulina para pacientes com diabetes, por exemplo.

Para a vacina contra a gripe, esta foi a primeira vez que o “esparadrapo” foi usado. Antes que ele possa ser aprovado, precisará passar por mais testes para determinar o quão bem ele pode proteger contra o vírus. Os pesquisadores esperam lançar um teste que envolverá mais pessoas em breve. Além da gripe, a equipe da Emory também está explorando se o método pode ser usado para vacinar contra a poliomielite, o sarampo e a rubéola.

(via Business Insider)

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