Para que proibir uma das maiores vantagens dos aplicativos de transporte?

Da Redação

Por Da Redação

12 de julho de 2017 às 13:28 - Atualizado há 3 anos

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A Prefeitura de São Paulo publicou no Diário Oficial regras para aplicativos de mobilidade urbana, como Uber, 99 e Cabify. E, novamente – como toda regulamentação -, veio com algumas regras que não fazem muito sentido para o usuário do aplicativo.

A maior parte da regulamentação é no máximo “chatinha”, para não dizer outra palavra – mas tem um fundo útil. Um curso, registro na prefeitura, inspeção veicular anual… tudo que o serviço de aplicativo já presta de uma forma ou de outra ao aceitar ou não os veículos e motoristas. Enfim, chato e talvez desnecessário, mas com pontos válidos que podem melhorar a segurança.

Uma outra é um pouco mais chata: a (inútil) obrigação de manter um dress code para os motoristas, que não mais poderão usar os que lhe deixa confortável. Só que, novamente, ela não interfere muito para o usuário e para a cidade, só incomoda quem presta o serviço.

Pessoalmente não consigo entender o que interfere no serviço se o motorista está de roupa social ou camisa de futebol, o importante é levar do ponto A até B com um preço decente e tratar bem o passageiro. Uma camisa de botões ou do Palmeiras, tanto faz.

Só que uma outra regulamentação anula uma das principais vantagens dos aplicativos de transporte. Antes de explicar, vou contar a historinha de um amigo meu, que mora em São Bernardo do Campo. Toda vez que decidíamos sair, ele tinha que pegar o carro dele e vir para São Paulo. Só que ele tinha que parar de beber horas antes de pegar a estrada (para não ter uma gota de álcool no sangue) novamente, além de sair mais cedo para não ter sono durante a volta… táxi? Nem pensar, muito caro.

Ele se “ajustou” quando começou a pegar Uber para vir e ir, podendo beber o quanto quisesse e sair na hora que todo o resto dos amigos saísse. Pagava um preço alto no transporte, mas que era aceitável para sua situação. Só que agora, esse “modelo” começou a se desmanchar.

De acordo com a nova regulação da prefeitura de São Paulo, os motoristas de aplicativo precisam ter placa da cidade para rodar na cidade. Ou seja, ele não vai mais poder vir para a cidade sem que o motorista esteja em desacordo com a regulação. E mesmo que esse motorista seja autorizado a deixar o passageiro por lá, ele vai ter que voltar sem passageiro para sua cidade – o que lhe dará um prejuízo elevado. É mais um carro vazio gastando combustível.

E isso é péssimo para o motorista das cidades do entorno de São Paulo, para os aplicativos e para o usuário e péssimo para quem alugava carros. Quem se beneficia? A prefeitura que passa a poder tributar novos carros emplacados na cidade com o IPVA. E apenas a prefeitura ganha com isso.

Uma coisa boa da regulação? Um adesivo que mostre que aquele carro está prestando serviço para os aplicativos – como em São Francisco. A tecnologia está mudando o mundo e regulamentações às vezes podem atrapalhar. Fizemos um curso gratuito para mostrar como startups estão mudando sua vida.