“O futuro dos filmes de ficção científica já está aqui”, diz Tallis Gomes

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

30 de janeiro de 2018 às 15:58 - Atualizado há 3 anos

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Tallis Gomes foi um convidado do evento 2018 – A Revolução da Nova Economia, uma conferência da StartSe para mapear todas as tecnologias mais promissoras para esse ano. Fundador do EasyTáxi e Singu, o empreendedor discutiu sobre as mudanças que estão por vir no mundo. Ele deu um recado: “nós, executivos e homens de negócios, temos a obrigação de prever mudanças”.

Gomes afirmou que estamos vivendo um período semelhante à Revolução Industrial, no qual muitos diziam que as mudanças trazidas pelas máquinas trariam a fome para os trabalhadores da atividade agrária. “Na verdade, a Revolução Industrial multiplicou por 10 a renda per capita dos seres humanos, e a população cresceu quase 6 vezes”, comentou.

O discurso da época da Revolução Industrial é o mesmo que Tallis Gomes ouve hoje, e Gomes, além de já termos aprendido com o modelo anterior, Gomes discorda do discurso atual que as máquinas farão “uma geração inteira morrer de fome”. “Eu não consigo ver como verdade porque as pessoas se capacitarão para fazer trabalhos mais intelectuais”, comentou.

Para o empreendedor, apesar das semelhanças com a Revolução Industrial, nunca vimos nada parecido com a velocidade que as coisas estão mudando hoje. O empreendedor acredita que não estamos longe de conseguir replicar o corpo humano. “Talvez em 50 anos eu consiga fazer um download do que eu sou, tornando-me imortal. Imaginem quantos gênios não teriam morrido?”.

Como exemplo, Tallis Gomes citou o Google Loon – projeto do Google que lança balões na atmosfera para emitir sinais de alta qualidade de internet. “A ideia do google é que 100% da população mundial tenha devices com capacidade de wi-fi e internet disponível”, comentou. Atualmente, o projeto já está atuando na África e Oriente Médio, e a empresa já está o aumentando pouco a pouco. O Facebook e o Elon Musk também desenvolveram projetos semelhantes, com drones e satélites, respectivamente.

Veículos Autônomos

Segundo o empreendedor, outra mudança que devemos prestar atenção são os veículos autônomos. “As empresas perceberam que veículos automotores como carros e motos matam em um ano mais do que a humanidade já matou em guerras. E radar não faz ninguém andar devagar – as pessoas freiam e aceleram de novo”, comentou.

A solução para os acidentes apontada por Tallis são os carros autônomos, que diminuirão a vontade das pessoas em dirigir. “A nova geração não faz mais questão de dirigir e eu acredito que a atividade se tornará uma atividade esportiva, que as pessoas fazem por diversão, como equitação”, comentou.

Hoje, um dos motivos no qual as pessoas estão se importando cada vez menos em dirigir é uma solução que foi criada por alguns empreendedores, inclusive pelo próprio Tallis Gomes: aplicativos de transporte privado, como o Easy Táxi é. Uma pesquisa da Lyft, outra empresa de mobilidade urbana, informou que 25% dos usuários da Lyft acreditam que agora ter um veículo é menos importante. A Lyft já está testando os próprios carros autônomos, inclusive já transportou passageiros na CES 2018, e 83% dos pesquisados responderam que pediriam uma corrida em um veículo autônomo quando disponível.

Revolução em curso

Tallis Gomes pontuou que a revolução já está acontecendo, e temos em mãos um aparelho que nos prova isso. “Há 10, 11 anos atrás, esse objeto aqui nascia: o iPhone. E hoje a gente não se vê vivendo mais sem smartphones”.

“Para acompanharmos essa era disruptiva em que vivemos, as empresas precisam se reinventar”, disse Tallis Gomes. Para exemplificar, o fundador do Singu utilizou exemplos de empresas que NÃO o fizeram, e faliram ou quase desapareceram: a BlockBuster e Kodak.

“A Blockbuster teve a oportunidade de comprar a Netflix, não comprou e hoje quase desapareceu. Grandes empresas que eram dominantes há 10 anos atrás, como a Kodak no setor de fotografia, quase desapareceu”, comentou.

Para os empreendedores e empresas, Tallis Gomes deixou um conselho: “A coluna vertebral de todo gestor, de todo negócio, deve ser a inovação. (…) Vivemos na era do crescimento exponencial – aquilo que a gente acha que está muito longe, na verdade está logo ali”.

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