“O Bitcoin é o ouro da nossa época”, diz Fernando Ulrich

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Por Isabella Câmara

7 de novembro de 2017 às 10:19 - Atualizado há 3 anos

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Fernando Ulrich, sócio-diretor na UMA Incorporadora, abriu o Bitcoin Conference, a maior conferência sobre criptomoeda do Brasil, discutindo a história do Bitcoin. Segundo ele, tudo começou com um paper, publicado no auge da crise financeira de 2008, anunciando a criação de um sistema de dinheiro eletrônico. De acordo com Fernando, os especialistas da área eram céticos em relação ao Bitcoin no início da sua implantação, em janeiro de 2009.

Para Fernando, esse conceito não era novo na época. “Desde a década de 1970 existem tentativas de criar uma moeda puramente digital, como a e-gold ou a Digi Cash, mas o Bitcoin foi o primeiro a conseguir romper o paradigma de maneira descentralizada e resolver o problema do gasto duplo presente até então”, defende Fernando.

A ideia do Bitcoin, de acordo com Ulrich, era replicar as propriedades do dinheiro em espécie no ambiente eletrônico. “O Bitcoin é necessário pois é uma moeda digital para uma era digital. Hoje, grande parte da riqueza gerada no planeta é puramente digital. Facebook, Uber e Twitter, por exemplo, são produtos reais que geram uma riqueza real”, afirma o especialista.

De acordo com Fernando, o Bitcoin é considerado uma disrupção pois significa a digitalização da essência do dinheiro. O especialista também atribui o sucesso da criptomoeda aos conceitos de escassez digital, consenso distribuído e transação P2P. Segundo ele, apesar da facilidade de reprodução no médio digital, o Bitcoin conseguir criar uma escassez digital autêntica ao tornar impossível a falsificação da moeda.  Além disso, o sistema é completamente descentralizado e as transações não contam com nenhum tipo de intermediação.

Atualmente, segundo o especialista, há um entendimento muito maior sobre a tecnologia e esse novo mundo. Devido a essa nova mentalidade, o crescimento e a valorização do Bitcoin cresceu exponencialmente. “O Bitcoin possui um valor de mercado acima de US$ 120 bilhões, é o ouro da nossa época. Hoje temos mais de 1.000 criptomoedas, e todas elas juntas somam um valor de mercado de US$ 200 bilhões”, conta Fernando.

Apesar de sua alta volatilidade e riscos, o Bitcoin está sendo considerado uma boa opção de investimento. “O Bitcoin cria uma nova classe de ativos, com características únicas e singulares, e é uma proteção contra crise financeira e política porque não há nenhuma entidade capaz de inflacionar a oferta monetária do bitcoin. Além disso, investir em Bitcoin é uma forma de diversificação seu investimento”, afirma o especialista.

De acordo com Fernando, há uma grande chance do Bitcoin se tornar uma moeda altamente aceita no mundo. “Do ponto de vista teórico, eu não vejo objeções para tornar o bitcoin como uma moeda amplamente utilizável”, diz.

No decorrer da palestra, o especialista também defendeu a utilização do Blockchain e do ICO. De acordo com ele, uma das vantagens do Blockchain são as diversas utilizações do sistema e a possibilidade de um registro de dados permanente, imutável e verificável por qualquer pessoa. Já a digitalização dos ativos de bolsa, segundo Fernando, apesar de emitir cerca de US$ 1,13 bilhão, ainda está muito incipiente atualmente.