Nike reinventa experiência de compra em lojas físicas para se defender do online

Tainá Freitas

Por Tainá Freitas

15 de junho de 2018 às 09:01 - Atualizado há 2 anos

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A Nike vêm observando suas vendas de atacado nos Estados Unidos e Canadá caírem em comparação ao resto do mundo. A marca atribuí a queda na renda dos produtos à alta dos e-commerces, que trazem preços mais competitivos. O sinal vermelho foi acendido porque as vendas no atacado representam 72% da receita da Nike.

Em 2015, as vendas de atacado na América do Norte cresceram 10,2%, enquanto no resto do mundo o crescimento foi de 6,1%. Neste ano, as vendas na América cresceram apenas 0,8%, contra o aumento de 2,2% nos outros continentes. O crescimento nas vendas de atacado diminuiu, principalmente na América do Norte, onde eram mais promissoras.

Para estimular o crescimento nas vendas de atacado, a Nike está procurando soluções para tornar as lojas de varejo mais atraentes novamente. Para isso, a marca precisa combater os preços competitivos e o conforto trazido pelos e-commerces. A Nike trouxe uma moeda de troca: uma experiência diferenciada de compra nas lojas físicas.

“Um mercado desenvolvido como o da América do Norte deve abraçar a mudança na infraestrutura do varejo. Aqueles que não se destacarem, serão deixados para trás”, afirmou o CEO da Nike, Mark Parker. A marca entende que é necessário engajar o cliente seja qual for seu canal de compra. Atualmente, a Nike já oferece um atendimento personalizado em suas lojas próprias, e o objetivo é estender esse diferencial para os varejistas parceiros.

Em Nova York, a marca possui uma loja conceito que expõe modelos antigos e raros, agindo também como um museu. A loja possui um andar para cada departamento, como corrida, roupa masculina, feminina e de basquete. O andar reservado ao esporte possui uma quadra na qual os consumidores podem testar os tênis e roupas na prática antes de comprarem.

O CEO da Nike citou que está trabalhando em estratégias com a Dick’s Sporting Goods, Foot Locker e Nordstrom.

Com a comodidade de fazer compras através de poucos cliques e ainda recebe-las em casa, é natural que as marcas tenham que incentivar os consumidores a saírem de suas casas e comprarem em lojas físicas.

Essa é uma tendência que atinge não apenas a Nike, mas varejistas de todo o mundo. Para discutir novas estratégias e mudanças no mercado do varejo – e como a tecnologia pode ajudar a reinventar a experiência das lojas, aumentando as receitas e diminuindo os custos – , participe da Varejotech Conference.

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