Netflix aposta em cinema para novos lançamentos

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Por Isabela Borrelli

1 de novembro de 2018 às 19:49 - Atualizado há 2 anos

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A Netflix finalmente está mudando a sua fórmula de lançamento para filmes originais. No passado, o serviço de streaming já quis fazer seus lançamentos nos cinemas, mas se recusou a ceder para as salas de projeção um período de lançamento exclusivo, o que fez com que poucos se interessassem. Em troca, isso pode ter afetado as chances de cineastas serem nomeados a grandes prêmios. A informação é do TechCrunch.

É difícil dizer que longas como “Beasts of No Nation”, “Okja” ou “Os Meyerowitz: Família não se escolhe” teriam sido premiados ou conquistado mais cinemas. Apesar disso, é importante notar que a Amazon estreia seus filmes com um período exclusivo nos cinemas, o que rende conquistas em grandes premiações como o Oscar.

Esse ano, a Netflix pode ter a sua chance de abocanhar o prêmio mais importante do cinema com o filme “Roma”, o novo longa de Alfonso Cuaón, que já ganhou o Oscar por “Gravidade”. As resenhas para o lançamento já sugerem que o filme pode ser o melhor do ano e que realmente é preciso assisti-lo na telona.

No caso, o serviço anunciou ontem que “Roma”, junto com “The Ballad of Buster Scruggs”, dirigido pelos Irmãos Coen, e “Bird Box”, dirigido por Susanne Bier e estrelado por Sandra Bullock, terão estreias exclusivas nos cinemas.

Segundo o Deadline, cada filme será exibido em cinemas selecionados em grandes centros algumas semanas antes do lançamento na Netflix. “Roma”, por exemplo, estreará em Nova York, Los Angeles e México dia 21 de novembro, com sessões extras do dia 29 de novembro em diante. No Netflix, ele será disponibilizado dia 14 de dezembro.

Dessa forma, é importante deixar claro que não é uma estreia gigantesca, como Marvel ou Star Wars, e o período de exibição será muito mais curto que os oferecidos pela Amazon ou outro estúdio tradicional. Ainda assim, é uma grande mudança para um serviço cujos executivos estavam dispensando grandes estreias em cinemas até poucos meses atrás, alegando que era algo “cada vez mais desconectado com a população”.