Navegador paga usuário para usá-lo (e promete revolução na web)

Da Redação

Por Da Redação

21 de janeiro de 2016 às 12:24 - Atualizado há 4 anos

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Anúncios são um grande negócio na web. Gigantesco, a contar pelo tamanho de Google e Facebook. Agora, um dos fundadores da Mozilla e homem por trás do navegador Firefox quer criar uma tecnologia que vai mudar esse mundo de uma vez por todas: um novo navegador chamado Brave.

Ele deverá “arrumar” o maior problema que existe com a web, e na visão de Brendan Eich, esse problema são os anúncios (que permitem que boa parte do conteúdo da internet seja gratuito para você, o leitor final). A ideia dele? Acabar com os anúncios com tecnologia de bloqueio.

Isso, ele destaca, faria a internet ser de duas a quatro vezes mais rápida e permite um maior grau de anonimato na internet, já que muitas pessoas se incomodam com o quanto as grandes corporações sabem sobre elas. Um grande benefício para o usuário final, não é?

Conteúdo original Appeando
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Mas Eich quer mais. Ele quer substituir esses anúncios por outros. Não se sabe como ele vai se livrar das críticas que virão: hipocrisia (por criar um navegador para matar algo que ele vai, no futuro, colocar) e do sequestro de anúncios por outros (já que não é direito dele decidir o que as pessoas vão ver ou não de anúncio na internet, e sim de quem produz o conteúdo).

A ideia é criar uma web com anúncios menos intrusivos. E no meio tempo, criar valor para o usuário: das receitas de propagandas, os produtores de conteúdo receberão 55%, 15% irá para a Brave, 15% para o parceiro que provê os anúncios e 15% irá direto para o usuário – que, então, decidirá fazer pagamentos para quais sites. E o site que ele fizer a doação ficará sem anúncios para aquele usuário. Interessante?

A Brave estará disponível em todas as grandes plataformas em breve – Windows, OS X, Android e iOS. E será lançado no final do ano. Enquanto isso, Brendan vai angariando fundos para financiar seu negócio – e já levantou US$ 2,5 milhões em investimentos anjos. “Vamos levantar até chegarmos a sermos lucrativos. E isso a gente espera em breve”, destaca.

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