Não, os aplicativos não estão morrendo ainda, não se preocupe

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Por Lucas Bicudo

7 de março de 2016 às 09:38 - Atualizado há 5 anos

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Dependendo à quem você pergunta, o mercado de aplicativos ou está em crescimento significativo, ou ele está fadado a desaparecer. Consideremos, segundo matéria veiculada ao TechCrunch, os dois lados da moeda.

Sendo otimista, pesquisadores mostram que a demanda por aplicativos nunca foi tão alta. Existem uma série de fatores que contribuem para isso, mas nos atemos a um por aqui: cada vez existem mais pessoas, consequentemente mais aparelhos móveis, sendo usados com uma frequência maior, para cada vez mais propósitos e… temos mais aplicativos do que nunca!

As pessoas tem também largado a experiência de desktop para suprirem suas necessidades através de smartphones. Da perspectiva de receitas, a App Store, da Apple, aumentou as suas em 40%  em relação ao ano passado. Agora elas excedem o incrível número de US$ 20 bilhões. A previsão para a Play Store, do Android (maior sistema operacional em circulação) é de que em 2020 esse número aumente para US$ 100 bilhões.

Esses números nem mesmo contabilizam o mercado que é construído ao redor dos aplicativos. Por exemplo, nessa estimativa não estão valores de receitas como a dos e-commerce, que geraram no último ano, através de aplicativos, a bagatela de US$ 300 bilhões. Ou a propaganda que vem junto aos aplicativos, que gerou aproximadamente US$ 34 bilhões.

Do lado pessimista da moeda, nem todos os aplicativos são criados e usados com a mesma frequência. Segundo relatórios, mesmo que o aumento de escolhas e tempo gasto em aplicativos tenha aumentado, ainda nos encontramos usando apenas uma pequena gama deles – aproximadamente 27 por mês.

Em termos gerais, apenas algumas companhias dominam o mercado de aplicativos – caso da Apple, Facebook e Google, que possuem controle de 10 dos 12 aplicativos mais usados. Isso monopoliza o mercado e cria o efeito de aplicativos que estão no guarda-chuva de outros aplicativos, da mesma companhia. Um exemplo é na China, onde milhões de aplicativos são funcionais dentro do WeChat, que é um banco de dados gigantesco e abriga uma série de serviços para aparelhos móveis – aplicativos trabalham para o outro aplicativo.

A questão é: de um lado vemos uma produção em escala nunca vista antes, com uma demanda nunca vista antes. Por outro, uma situação de controle dessa oferta e demanda. Mas o que pode ser pontuado como meio termo desses dois lados, é o fato de que há competição e competição força os seres humanos e inovarem.

Sendo controlado por dois ou por três milhões, o avanço não pode parar e enquanto tiver ainda alguém que está lançando algo, terá alguém que já está se preparando para dar o contragolpe. Até onde isso vai é incerto, mas que o mercado continua sendo movimentado, ele continua. A plataforma da vez são os aplicativos e certamente eles continuam em alta. A expectativa de que sua morte já está fadada é uma reação um pouco que precipitada, visto que ainda há muito chão para essa criança correr.