Morgan Stanley: Tesla não é uma montadora, é outro tipo de companhia

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Por Lucas Bicudo

31 de Maio de 2017 às 18:30 - Atualizado há 3 anos

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Em um relatório publicado nessa quarta, um analista do Morgan Stanley, Adam Jonas, levantou uma questão bastante pertinente: a Tesla está tentando mesmo ser uma montadora? A pergunta vem na onda dos preços altíssimos de suas ações (US$ 335), enquanto a companhia continua só registrando prejuízo, mesmo depois de 13 anos no mercado.

Desde o começo de 2016, os investidores começaram a duvidar se a Tesla poderia ou não cumprir sua promessa de manter uma avaliação de US$ 50 bilhões como apenas uma montadora. Convenientemente, durante este mesmo período, a Tesla tem se tornado uma companhia de armazenamento de energia solar e mobilidade urbana.

“Acreditamos que o mercado está cada vez mais próximo da ideia de dar à Tesla uma baixa chance de sucesso em um mercado endereçável muito grande (rede de transporte, dados, tempo), em vez de uma grande chance de sucesso em um mercado endereçável menor (carros e máquinas)”, aponta Jonas.

Antes das altas das ações da Tesla, a companhia passou por um período de grande volatilidade em Wall Street, conforme o mercado acreditava que a companhia era uma montadora, não uma empresa de tecnologia.

Nesses termos, a Tesla não performou bem. Com muito esforço, construiu e vendeu 80 mil veículos por ano, enquanto gastava rios e montanhas de dinheiro para atacar um mercado de baixa margem. A identidade disruptiva da companhia também sofreu um baque em 2010, ao confiar demais na saga dos carros elétricos, que só estão virando uma realidade hoje em dia. A Uber e a Lyft criaram uma nova ideia – mobilidade compartilhada, seja ela elétrica ou não – e o Google tomou a frente dos esforços para carros autônomos.

Mas a questão é que a Tesla mudou o curso de sua história. Elon Musk conseguiu a atenção devida para o Autopilot, o sistema semiautônomo da companhia. A comunidade abraçou a ideia e sabia exatamente o que a Tesla, como uma montadora, propunha: margens de lucro moderadas em um negócio difícil, vendendo carros elétricos caros para um mercado relativamente pequeno.

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A noção de Jonas é de que a Tesla está à beira da criação de um novo negócio muito valioso: “Tesla Mobility” ou “Tesla Network”. Então é obviamente necessário manter o entusiasmo sobre o curso que a empresa está indo. E para ser justo, enquanto Jonas é um touro da Tesla, ele não é um touro desqualificado. Ele nunca pensou que o negócio de automóveis somaria à avaliação da empresa nos últimos três anos.

Mas o core business é o core business e a Tesla precisa pagar suas contas. Afinal, a companhia raramente ganhou dinheiro e foi forçada a emitir dívidas conversíveis e atingir os mercados de capitais para financiamento adicional. A empresa já teve que vender participação, como aconteceu com a Daimler e a Toyota antes do IPO de 2010, e mais recentemente com a Tencent, com a empresa chinesa assumindo de 5% de suas ações.

(via Business Insider)

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